Atenção ao seu whatsapp! Estão a ser enviadas mensagens fraudulentas sobre alegadas dívidas ao SNS

Human Resources com Lusa
20 de Agosto 2025 | 19:00

A Procuradoria-Geral da República (PGR) alertou para mensagens fraudulentas de alegadas dívidas ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) enviadas por Whatsapp por remetentes identificados como SNS24.

«Estas mensagens não são remetidas pelo SNS – Serviço Nacional de Saúde, nem por qualquer outra entidade por ele autorizada a fazê-lo. Embora aleguem ter origem naquela entidade pública, essa menção é falsa e tem como único propósito convencer vítimas a efectuarem pagamentos indevidos a terceiros – de cujos montantes estes últimos se apoderarão indevidamente», alertou a PGR, através do seu Gabinete de Cibercrime.

De acordo com a nota divulgada pelo Ministério Público, o esquema de burla visa “destinatários indiscriminados” através da “expedição massiva” de mensagens pela plataforma Whatsapp, que invocam dívidas ao SNS e apresentam referências Multibanco para pagamento num curto espaço de tempo, de cinco dias.

Segundo a nota publicada, «com esta formulação, pretendem os agentes criminosos levar à reacção urgente a esta mensagem, precipitando o pagamento impulsivo e pouco reflectido da quantia nela referida».

«Para o efeito são usados cartões telefónicos de redes nacionais, frequentemente com o número chamador oculto, ou cartões telefónicos pré-pagos. O respectivo remetente vem sempre referenciado apenas como SNS24», explicou ainda a PGR.

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As referências Multibanco apresentadas para os pagamentos «são solicitados pelos criminosos a entidades financeiras disponíveis no mercado, que prestam tais serviços a terceiros», tendo sido identificado neste esquema um intermediário financeiro sediado nos Países Baixos, a sociedade MediaMedics B.V..

«O propósito dos autores destes factos criminosos é enganar vítimas menos atentas, convencendo-as a efectuar pagamentos que não são devidos. É recomendável que se avaliem cautelosamente as mensagens electrónicas desta natureza que sejam recebidas. Não deve responder-se às mesmas, devendo antes tais mensagens ser comunicadas ao Ministério Público ou aos órgãos de polícia criminal. Para lá disso, mensagens deste tipo devem ser ignoradas, sem se lhe dar qualquer sequência», alertou o Ministério Público.

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