Aulas arrancam ainda sem todos os professores colocados

Human Resources com Lusa
12 de Setembro 2025 | 13:40

Mais de um milhão de alunos começam a regressar às aulas para um ano lectivo que arranca ainda sem todos os professores colocados nem mediadores culturais contratados.

 

O arranque do ano lectivo acontece até segunda-feira, mas muitas escolas já abriram os portões para começar a receber os alunos.

A falta de professores volta a marcar o regresso às aulas, numa altura em que milhares de estudantes não têm professor atribuído a, pelo menos, uma disciplina.

Segundo o ministro da Educação, Ciência e Inovação, em pelo menos 98% das escolas os alunos terão aulas a todas as disciplinas, mas existem ainda cerca de mil horários completos por preencher.

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O número de alunos sem todas as disciplinas ainda não foi contabilizado, mas, em entrevista à Antena 1, na quarta-feira, Fernando Alexandre garantiu que as necessidades das escolas “são muito inferiores” aos professores ainda não colocados.

Há “mais de 20 mil professores profissionalizados não colocados”, disse o governante, reconhecendo que a maioria vive no norte do país e as necessidades são essencialmente nas zonas de Lisboa, Alentejo e Algarve, onde os custos da habitação e de deslocação são incomportáveis.

Entretanto, o Governo abriu um concurso extraordinário com quase 1800 vagas para fixar docentes nas zonas com maior carência, mas os resultados só serão conhecidos depois do início das aulas.

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Além dos professores, as escolas confrontam-se, este ano, também com a falta de mediadores linguísticos e culturais para apoiar à integração dos alunos imigrantes.

Depois de, no ano lectivo passado, terem contratado mais de duas centenas de mediadores já durante o segundo período, as escolas vão poder reforçar-se com mais profissionais, mas esse recrutamento ainda está a decorrer.

Mesmo aquelas que já contavam com o apoio de mediadores vão ter de realizar novas contratações, uma vez que não foi possível renovar os contratos que terminaram em agosto, lamentou, na quarta-feira, o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, em declarações ao Lusa Extra, podcast da agência Lusa que será divulgado esta sexta-feira.

Nos dois últimos anos lectivos as escolas viram duplicar o número de alunos estrangeiros – que são agora mais de 140 mil – e que vão começar as aulas sem o apoio destes mediadores culturais e linguísticos.

Já do lado dos professores, o novo ano começa com a expectativa da muito antecipada revisão do Estatuto da Carreira Docente.

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O processo negocial não chegou a começar, devido à queda do primeiro Governo liderado por Luís Montenegro, mas o ministro da Educação prometeu voltar a sentar-se à mesa com os sindicatos em setembro para dar início às negociações.

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