Aumento de custo de vida prejudicará mais as mulheres, prevê Fórum Económico Mundial

Human Resources com Lusa
13 de Julho 2022 | 18:00
Aumento de custo de vida prejudicará mais as mulheres, prevê Fórum Económico Mundial

O aumento do custo de vida provocado em parte pelo subida dos preços dos combustíveis e dos alimentos deverá atingir mais duramente as mulheres, previu hoje o Fórum Económico Mundial (FEM).

Escolha a Human Resources como fonte preferida no Google Escolher ›

A organização sem fins lucrativos sediada em Genebra, mais conhecida pelas suas reuniões anuais organizadas em Davos, defendeu esta quarta-feira que a diminuição do fosso de desigualdades de género esperada depois da atenuação da crise da COVID-19 não se concretizou.

«As consequências económicas e sociais da pandemia e do conflito geopolítico fizeram uma pausa no progresso e pioraram os resultados para as mulheres e raparigas em todo o mundo, correndo o risco de se criar cicatrizes permanentes no mercado de trabalho», afirmou a directora-gerente do FEM, Saadia Zahidi, num relatório divulgado hoje.

No entanto, o fosso de género mundial diminuiu em 68,1 por cento em 2022, o que faz com que, ao ritmo actual de progresso, serão necessários 132 anos para se atingir a paridade total – uma melhoria de quatro anos em comparação com a estimativa de 2021, que apontava para os 136 anos.

Continue a ler após a publicidade

Ainda assim, segundo o relatório, esta melhoria não compensa a perda geracional que ocorreu durante os dois últimos anos, tendo em conta que as tendências apontavam em 2020 para que o fosso entre géneros se equilibrasse dentro de 100 anos.

A paridade de géneros depende sobretudo de quatro factores, entre os quais igualdade de salários e oportunidades económicas, acesso à educação, à saúde e a um empoderamento político.

No relatório, que contou com a participação de 146 países, a Islândia é a mais bem posicionada em termos de igualdade de género, conseguindo fechar o fosso entre sexos em 90.8%, seguida por vários países nórdicos e pela Nova Zelândia.

Ainda nos primeiros lugares estão o Ruanda, a Nicarágua e a Namíbia, bem como com a Alemanha, que alcançou pela primeira vez o 10º lugar no ranking.

Continue a ler após a publicidade

No fim da lista encontram-se as maiores economias do mundo, os Estados Unidos no 27º lugar, a China no 102º e o Japão no 116º.

Segundo Zahidi, as mulheres foram desproporcionalmente afectadas pelo aumento do custo de vida na sequência de cortes no mercado de trabalho durante a pandemia e pela falta de «infraestruturas de cuidados» para idosos ou crianças.

«Face à fraca recuperação, os governos e as empresas devem fazer dois principais esforços em conjunto: adoptar políticas direccionadas para apoiar o regresso das mulheres à força de trabalho e o desenvolvimento do talento das mulheres nas indústrias do futuro», afirmou ela.

«Caso contrário, arriscamo-nos a corroer permanentemente os ganhos das últimas décadas e a perder os futuros retornos económicos da diversidade».

Continue a ler após a publicidade

O relatório, que vai já na sua 16º edição, pretende acompanhar os choques no mercado de trabalho que podem interferir no fosso entre géneros.

Partilhar


Mais Notícias