«Apesar de moderado, este aumento confirma a persistência de um contexto económico exigente para as empresas portuguesas», lê-se no relatório, que conclui que a evolução agregada esconde «realidades distintas entre sectores, regiões e perfis de empresas, revelando uma pressão selectiva sobre o tecido empresarial».
A análise por sector mostra que os serviços e a construção concentram cerca de 45% das insolvências registadas em 2026: o sector dos serviços registou 345 insolvências até Julho, mais 18,2% do que no período homólogo, enquanto a construção contabilizou 258 processos, uma subida de 13,2%.
Por outro lado, o retalho registou uma descida de 11,4%, para 155 insolvências, o sector agrifood recuou 10,1%, para 89 processos, e os têxteis diminuíram 4,1%, para 141 insolvências.
Já do ponto de vista regional, Lisboa destaca-se pelo aumento de 20,3%, mas o Porto continua a ser o distrito com maior número absoluto de processos, com 312 insolvências, ainda que tendo registado uma descida de 12,4% face ao período homólogo.
Braga manteve-se estável, com 176 processos, Setúbal registou uma subida de 14,9%, enquanto Santarém (-12,5%), Coimbra (-13,5%) e Castelo Branco (-23,1%) apresentaram reduções relevantes.
Quanto à dimensão, as microempresas «continuam a representar a maioria dos processos», indica a Allianz, sendo que, até Julho, foram registadas 892 insolvências de microempresas, mais 7,5% do que no período homólogo, correspondendo a 67,2% do total.
As pequenas empresas registaram uma queda de 5,5%, para 240 processos, enquanto as médias empresas aumentaram 6,9%, para 62 insolvências, detalha.
















