Aumentos salariais em 2022 serão (ligeiramente) superiores a 2021. Mas não deverão chegar aos 2,5%

Segundo o estudo Total Compensation Portugal 2021, realizado pela Mercer, cerca de 31% das organizações pretende aumentar o número de colaboradores este ano e cerca de 27% em 2022.

 

Apenas 7% afirma pretender reduzir a sua estrutura. Com a recuperação pandémica e económica à vista, as empresas mostram assim mais segurança. Por outro lado, existe actualmente alguma incerteza no que toca às intenções de contratação das empresas para 2022, sendo que 41% não decidiu até à data se pretende aumentar, manter ou reduzir o número de efectivos.

Já em relação aos aumentos salariais previstos para 2022, estes mostram-se ligeiramente superiores aos determinados em 2021. De acordo com o estudo, os incrementos salariais rondam os 2% em média, com uma variação entre 1,92% e 2,44%, em função dos níveis de responsabilidade. Comparando o observado este ano com o previsto para 2022, a tendência mantém-se próxima, verificando-se uma ligeira diminuição percentual para alguns dos grupos funcionais como os directores de primeira linha e as chefias intermédias.

O Total Compensation 2021 analisou ainda a previsão de congelamento salarial em 2022. Em 2021 cerca de 11% das empresas participantes congelou os salários para toda a sua estrutura, representando um decréscimo face aos cerca de 17% de 2020 (conforme avaliado na “edição especial” desenvolvida pela Mercer em 2020 e que procurava identificar os impactos do COVID-19 na compensação).

A perspectiva para 2022 é de que este indicador continue a descer, com apenas cerca de 7% das empresas participantes a prever congelar os salários em 2022.

Os principais benefícios

O estudo indica que os principais benefícios que as empresas oferecem aos seus colaboradores, passam por plano médico (92% das empresas), política automóvel com a atribuição de viaturas para uso total e renovação da frota (cerca de 89%), seguro de vida (cerca de 73%). Comparticipação de despesas de educação (variável entre os 57% e 74% do valor total) e seguro de acidentes pessoais são oferecidos por 46% e 44% respectivamente.

O plano de pensões é um benefício disponibilizado por 34% das empresas aos seus colaboradores. A oferta de dias de Férias adicionais aos 22 previstos no Código do Trabalho, é também uma prática comum entre as empresas (54%).

 

Revisão salarial e saídas

De acordo com os dados recolhidos, a maioria das empresas participantes no estudo elege o mês de Abril e Janeiro (cerca de 21%) para a realização da Revisão Salarial, seguido pelo mês de Março (cerca de 19%). Neste período, a percentagem de incremento atribuída aos colaboradores é determinada por um conjunto de factores sendo prevalentes: desempenho individual do colaborador (cerca de 87%); posicionamento na grelha salarial (cerca de 62%); resultados da empresa (cerca de 51%).

Nas empresas analisadas, a percentagem de colaboradores que saíram voluntariamente no ano anterior foi em média cerca de 5,0%, acima do mínimo de 1,5% (conforme avaliado na “edição especial” desenvolvida pela Mercer em 2020 e que procurava identificar os impactos do COVID-19 na compensação). O clima pandémico e economicamente instável, menos propício à tomada de riscos e que em 2020 justificou este valor, no entanto, apesar de ainda distante do valor médio observado em 2019 (10%) este indicador, demonstrador de uma maior abertura à mudança de emprego, parece ser um sinal positivo de evolução também do lado dos colaboradores.

Já em matéria de incentivos de curto prazo mais evidentes são o bónus variável e incentivos de vendas. A maioria das empresas analisadas (cerca de 89%) atribui um Bónus Variável a todos os seus colaboradores com uma periodicidade maioritariamente anual. Já os Incentivos de Vendas são atribuídos por cerca de 64% destas e destinados sobretudo às Áreas Comerciais, tendo uma periodicidade maioritariamente anual, trimestral ou mensal.

Relativamente aos incentivos de longo prazo  das empresas analisadas, apenas 31% concedem incentivos de longo prazo aos seus colaboradores, dentro dos quais de destacam as Performance Shares / Share Units (51%).

O Total Compensation contou com a maior amostra de sempre de empresas participantes, mais de 500 empresas no mercado português.

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