Autonomia financeira das empresas atinge no final de 2025 maior valor em 20 anos

A autonomia financeira das empresas atingiu no último trimestre de 2025 o valor mais alto desde que é registada pelo Banco de Portugal, graças à incorporação dos resultados nos capitais, enquanto a rendibilidade se manteve em 9,3%.

Human Resources com Lusa
8 de Abril 2026 | 07:50
Autonomia financeira das empresas atinge no final de 2025 maior valor em 20 anos

Os dados das estatísticas das empresas da central de balanços relativos ao quarto trimestre do ano passado foram hoje divulgados e apontam que a autonomia financeira, medida pelo peso do capital próprio no total do ativo, subiu até 46%, mais 0,8 pontos percentuais que no período homólogo.

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Este é também o valor mais alto deste indicador desde o início da série, em 2006.

Segundo o Banco de Portugal (BdP), este valor «decorreu, essencialmente, da incorporação dos resultados do ano corrente nos capitais próprios das empresas».

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A autonomia financeira nas empresas privadas era de 46,3%, num aumento homólogo de também 0,8 ponto percentuais (p.p.), tendo crescido na maior parte dos sectores, com excepção da electricidade, gás e água (-0,3 p.p.) e dos transportes e armazenagem (-0,2 p.p.). As maiores subidas ocorreram no comércio (1,3 p.p.) e noutros serviços (1,1 p.p.).

No caso do sector da electricidade, gás e água, a subida «resultou de um aumento do ativo superior ao crescimento dos capitais próprios, associado sobretudo ao impacto das operações de gestão de tesouraria entre empresas do grupo».

Entre as pequenas e médias empresas, a autonomia financeira cresceu de 45,3% para 46,3% e nas grandes empresas de 41,5% para 41,8%.

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Já nas empresas públicas, a subida foi de 36,5% para 36,8%.

Quanto à rendibilidade das empresas, esta ficou no período em 9,3%, um valor equivalente ao registado no mesmo período de 2024 e acima dos 9,2% do trimestre anterior.

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A rendibilidade das empresas é medida pelo rácio entre os resultados antes de amortizações, depreciações, juros e impostos (EBITDA) e o total do ativo, explica o BdP nas estatísticas das empresas da central de balanços.

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Apenas nas empresas privadas, também se manteve nos 9,4%, apesar de terem sido verificadas evoluções distintas entre setores.

A rendibilidade do ativo diminuiu face ao período homólogo nos sectores dos transportes e armazenagem e na indústria em 0,9 p.p. e 0,7 p.p., nos dois casos por diminuições do EBITDA. No caso dos transportes e armazenagem, houve ainda um aumento do activo.

A rendibilidade das empresas públicas foi positiva em 6,8%, acelerando 0,3 p.p. face aos mesmos três meses de 2024.

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Por sua vez, o custo dos financiamentos obtidos recuou de 4,9% nos últimos três meses de 2024 para 4,4% no mesmo período de 2025.

«Esta redução reflectiu a tendência de descida das taxas de juro, que se iniciou em meados de 2024, e foi transversal a todos os sectores de actividade e classes de dimensão», explica o banco central.

Por fim, a cobertura dos gastos de financiamento das empresas (que quantifica o número de vezes que o EBITDA gerado pelas empresas é superior aos seus gastos de financiamento) subiu de 7,0 para 7,9 no último trimestre de 2025.

O BdP aponta que esta subida reflectiu a redução dos gastos de financiamento e o incremento do EBITDA, tendo sido transversal a todos os sectores de actividade e dimensões.

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