Baixa produtividade é o principal entrave ao crescimento da economia portuguesa, alerta estudo

A conclusão é do estudo “Bloqueios versus Reformas: uma visão para Portugal”, cuja apresentação pública está agendada para o final do ano. Conheça as restantes.

Human Resources com Lusa
14 de Setembro 2026 | 10:10
Baixa produtividade é o principal entrave ao crescimento da economia portuguesa, alerta estudo

A baixa produtividade é o principal entrave ao crescimento da economia portuguesa, concluiu o estudo coordenado pelo antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, o antigo deputado Sérgio Sousa Pinto e o presidente da Associação Comercial do Porto, Nuno Botelho.

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«O problema central está na produtividade: mesmo nos períodos de maior crescimento recente, este resultou sobretudo do aumento do emprego e não de ganhos expressivos de produtividade», referiu a ACP-CCIP (Associação Comercial do Porto – Câmara de Comércio e Indústria do Porto) , em comunicado.

O estudo, que se desenvolve em duas etapas, procura responder a uma questão central: por que razão Portugal tem crescido pouco, perdeu posição relativa na União Europeia e continua sem convergir de forma sustentada com as economias mais desenvolvidas?

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Segundo a ACP-CCIP, a primeira etapa visa fazer um diagnóstico dos principais bloqueios ao desenvolvimento económico e social do país e, a segunda, procura identificar um conjunto de reformas estruturais, avaliando medidas, calendarização, custos, financiamento e impactos.

«A principal conclusão preliminar é que Portugal não enfrenta apenas um problema isolado», assinalou.

Existem vários bloqueios que se reforçam mutuamente e que ajudam a explicar uma espécie de equilíbrio de baixo crescimento, frisou.

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O estudo identificou bloqueios em áreas como capital humano e qualidade da gestão, investimento e inovação, escala empresarial, especialização produtiva, poupança e financiamento, bem como no funcionamento do Estado e das instituições.

Centralismo, burocracia, fiscalidade, morosidade da justiça, dificuldades na habitação e barreiras regulamentares são alguns dos fatores que condicionam a mobilidade dos recursos, o investimento e a capacidade de crescimento, apontou.

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A associação indicou que, desde 1999, a economia portuguesa cresceu, em média, cerca de 1,1% ao ano, um dos desempenhos “mais fracos” da União Europeia.

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A segunda etapa do estudo procurará identificar reformas capazes de alterar os incentivos que condicionam a afectação de trabalho, capital, poupança, investimento e recursos públicos.

O objcetivo é contribuir para que Portugal cresça de forma sustentada, crie melhores empregos, pague melhores salários, retenha talento, financie o Estado social e proporcione aos portugueses um nível de vida mais elevado.

«O contributo da sociedade civil faz parte da construção da resposta. Nesse sentido, temos vindo a promover um processo de auscultação de especialistas de diferentes sectores da sociedade portuguesa, procurando recolher contributos que permitam enriquecer o diagnóstico e preparar uma proposta final útil ao debate público», salientou.

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Este estudo será, depois, entregue ao Presidente da República e ao Governo liderado por Luís Montenegro.

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