Baixas por doença voltam a atingir recorde em Fevereiro

Human Resources com Lusa
22 de Março 2022 | 08:40
Baixas por doença voltam a atingir recorde em Fevereiro

O número de baixas por doença voltou a atingir em Fevereiro, pelo segundo mês consecutivo, um valor máximo de 586.273, devido aos subsídios associados à pandemia COVID-19, segundo estatísticas da Segurança Social.

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De acordo com a síntese elaborada pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, o número de beneficiários com processamento de prestações de doença atingiu em Fevereiro o valor mais alto de sempre, tendo em conta os dados disponíveis (desde 2010), após um máximo registado em Janeiro.

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«Tal como no mês anterior, em Fevereiro, devido à evolução da pandemia, registou-se um acréscimo mensal de 73.092 beneficiários (+14,2%), e na comparação homóloga houve um aumento de 283.850 beneficiários (+93,9%)», pode ler-se no documento.O número global de prestações engloba o subsídio de doença, o subsídio de doença profissional, o subsídio de tuberculose, a concessão provisória de subsídio de doença, as baixas por contágio e o subsídio por isolamento profilático (do próprio) pelo coronavírus.

Tal como em Janeiro, a maioria das baixas em Fevereiro estará relacionada com a COVID-19, uma vez que os subsídios de doença diminuíram para 141.050 em Fevereiro, dos quais 59% foram atribuídos a pessoas do sexo feminino.

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O grupo etário entre os 50 e os 59 anos representa a maior proporção de pessoas de baixa por doença (30,4%), seguido pelo grupo de pessoas com idades entre os 40 e os 49 anos, que equivale a 26,0% do universo total analisado.

O valor médio das prestações foi de 259,19 euros, segundo dados publicados no site da Segurança Social.

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Já as prestações por assistência a descendentes abrangeram em fevereiro 40.478 pessoas, uma redução de 28,8% face a Janeiro devido sobretudo ao elevado número de pedidos do subsídio por isolamento profilático associado à COVID-19 (descendente) registado no primeiro mês do ano.

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Face ao período homólogo, registou-se um aumento de 9.874 pessoas beneficiárias (+32,3%) das prestações por assistência a descendentes.

A Segurança Social tinha já registado um aumento significativo destes subsídios em Dezembro de 2021, coincidindo com os picos do número de infectados com COVID-19 devido à variante Ómicron.

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