O Millennium BCP e o Banco Europeu de Investimento (BEI) vão apoiar PME e empresas portuguesas de média e grande capitalização na recuperação face aos efeitos da pandemia COVID-19 com 840 milhões de euros, foi hoje anunciado.
Num comunicado conjunto, as duas instituições referem que «renovaram a sua parceria de longa data através da assinatura de um acordo destinado a apoiar PME, empresas de média capitalização (até 3000 pessoas) e grandes empresas (mais de 3000 pessoas) portuguesas».
No documento é explicado que o BEI irá conceder uma garantia de 200 milhões de euros ao Millennium BCP que vai permitir ao banco «conceder fundo de maneio, de locação financeira e de empréstimos ao investimento», num total de 400 milhões de euros.
Com estas operações, BEI e Millennium esperam «mobilizar o financiamento de até 840 milhões de euros em apoio às empresas portuguesas afectadas pelas consequências económicas geradas pela pandemia».
Este acordo é apoiado pelo Fundo de Garantia Europeu, que integra parte do pacote de 540 mil milhões de euros de medidas da União Europeia para a resposta ao impacto económico da COVID-19.
«Com este apoio, o Millennium BCP poderá financiar dívida em condições mais favoráveis, assegurando que as empresas portuguesas dispõem de financiamento suficiente para mitigar os impactos económicos da COVID-19, permitindo-lhes assegurar os seus planos de crescimento e desenvolvimento a médio e longo prazo», refere o documento.
A directora do BEI para as operações de financiamento em Portugal e Espanha, Birthe Bruhn-Léon, considerou que a facilitação do acesso ao financiamento das pequenas, médias e grandes empresas é «fundamental para reforçar a recuperação económica da União Europeia».
Já o presidente do Millennium BCP, Miguel Maya, defendeu que o banco tem sido uma «referência no apoio ao tecido empresarial».
«Desempenhámos um papel central no apoio à economia durante a pandemia e no início da retoma económica. Nos últimos dois anos, o Millennium BCP concedeu financiamentos de cerca de seis mil milhões de euros, a mais de 40.000 empresas», disse, apontando que com este acordo, o banco vai servir «de forma distintiva os clientes na transformação que as empresas estão a efetuar para reforçarem as competências digitais e a robustez das suas operações e modelos de negócio face às alterações climáticas».














