BE quer prolongamento dos apoios extraordinários para os trabalhadores independentes

Human Resources com Lusa
1 de Julho 2021 | 15:30

A bancada parlamentar bloquista recomendou ao Governo o prolongamento dos apoios extraordinários para os trabalhadores independentes, decorrentes de pandemia, e exortou o executivo a decidir sobre esta matéria ainda hoje, na reunião do Conselho de Ministros.

De acordo com um projecto de resolução (iniciativa sem força de lei) entregue hoje na Assembleia da República, o BE recomenda que o executivo socialista «prorrogue, com urgência, até ao final de 2021, os apoios extraordinários aos trabalhadores independentes e informais, designadamente o ‘Apoio Extraordinário à Redução da Actividade Económica de Trabalhador Independente’ (AERA), garantindo que ninguém fica sem protecção».

Em conferência de imprensa para apresentar o diploma, o deputado bloquista José Soeiro considerou «inaceitável que, neste momento, terminem os apoios aos trabalhadores independentes que estavam abrangidos».

Sublinhando a urgência no prolongamento desta medida, o parlamentar incitou o Governo a decidir a favor da prorrogação ainda hoje, na reunião do Conselho de Ministros.

«Deve fazê-lo já, as pessoas perderam os apoios, estão desesperadas, têm contas para pagar, deixaram de ter qualquer apoio estando numa situação em que não retomaram as suas actividades e por isso fazemos esse apelo», sustentou.

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O projecto de resolução bloquista também recomenda a retoma automática do «pagamento a todos os beneficiários destes apoios que se encontravam abrangidos no mês de Abril e receberam por isso o apoio em Maio».

Em 1 de Maio entrou em vigor uma alteração que restringiu estes apoios para os trabalhadores nas áreas do turismo, cultura, eventos e espetáculos.

Contudo, o deputado bloquista referiu que «mesmo aqueles que, supostamente, estariam abrangidos, por pertencerem a estes sectores», não o estão a ser, «porque não têm o código de actividade que faz parte da portaria» publicada em 16 de Abril em Diário da República.

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«Muitos deles têm de colocar esses códigos de actividade porque têm muitos trabalhos, em áreas diferentes e em funções diferentes, ou seja, não só há neste momento milhares de trabalhadores», explicou José Soeiro.

Questionado sobre a razão pela qual o BE optou por elaborar um projeto de resolução, o deputado justificou com a morosidade do processo legislativo face à «urgência da situação» para os trabalhadores independentes, enquanto o Governo pode fazer hoje a alteração ao decreto.

José Soeiro disse ainda que o BE vai apresentar um requerimento para exigir o executivo a divulgar «quantos trabalhadores deixaram de ser abrangidos pelo apoio extraordinário à redução de actividade, como mesmo aqueles que, supostamente estariam abrangidos», por pertencerem aos setores que ainda são considerados, não estão a ser incluídos por causa da nulidade do código de actividade.

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