Bem-estar financeiro dos colaboradores.Também é uma responsabilidade das empresas?

Cerca de 40% dos colaboradores têm preocupações financeiras, sendo esta a principal fonte de preocupação, quando comparado com a saúde, as relações pessoais e a carreira. A disponibilização de soluções para ajudar a mitigar estes problemas, deve estar nas prioridades do directores de Recursos Humanos de qualquer empresa.

 

O bem-estar financeiro dos colaboradores é algo que começa a estar na agenda de vários directores de Recursos Humanos em grandes empresas a nível global, sobretudo nos Estados Unidos da América (EUA) e no Reino Unido. Isto porque começa a ficar claro que este é um factor crítico para assegurar um bom desempenho por parte de todos os seus colaboradores e, naturalmente, um bom ambiente no local de trabalho.

Vários estudos têm sido realizados sobre esta matéria, mas um em particular clarifica e quantifica os impactos negativos de um menor bem-estar financeiro na vida pessoal e profissional dos colaboradores, o “The Employers Guide to Financial Wellbeing 2018-2019”, produzido pela Salary Finance. Este estudo está focado no mercado do Reino Unido e foi produzido a partir de um inquérito realizado junto de 10 mil colaboradores de empresas.

A primeira conclusão deste estudo é que cerca de 40% dos colaboradores têm preocupações financeiras, e que esta é, aliás, a principal fonte de preocupação desses colaboradores, quando comparado com a saúde, as relações pessoais e a carreira. Outro dado interessante deste estudo é que, contrariamente ao que seria expectável, as preocupações financeiras não diminuem proporcionalmente com aumento do salário auferido, e são até particularmente elevadas para os colaboradores que ganham acima de 100 mil libras por ano, chegando aos 49%.

Estas preocupações relacionadas com questões de stress financeiro, têm um impacto significativo na vida dos colaboradores, tanto a nível pessoal como profissional. Em termos pessoais, os co- laboradores com preocupações financeiras têm uma probabilidade de sentir ansiedade e ataques de pânico que é 3,8 vezes maior, do que colaboradores sem preocupações financeiras. No que toca a depressões e dificuldades em enfrentar o dia-a-dia, a probabilidade é 4,9 vezes maior. Adicionalmente, os colaboradores com preocupações financeiras reportam ter uma percentagem de noites mal dormidas superior a 60% vs 7% dos restantes colaboradores.

Em termos profissionais, 44% dos colaboradores com preocupações financeiras reportam ter dificuldades em terminar as suas tarefas de trabalho diárias e 41% referem que as preocupações financeiras afectam a qualidade do seu trabalho. Adicionalmente, 37% destes colaboradores referem que as preocupações financeiras afectam as suas relações pessoais no local de trabalho.

O estudo da “Salary Finance” apurou ainda que, dado o contexto acima, 24% dos colaboradores com preocupações financeiras estão à procura de um novo trabalho vs apenas 11% dos restantes colaboradores. O estudo em causa identifica também os principais impactos para as empresas, derivados das preocupações financeiras dos seus colaboradores. O primeiro e, principal factor, prende-se com a perda de produtividade, que se estima em 25 a 34 dias de trabalho perdidos por ano, por trabalhador. O segundo factor tem a ver com os custos de recrutamento adicionais, derivados da diminuição da taxa de retenção de colaboradores, a que se associa um terceiro factor que está relacionado com os custos de formação adicionais derivados da contratação de novos colaboradores.

Em termos de impacto total, o estudo aponta para 13% a 17% de custos adicionais de Recursos Humanos para as empresas, em resultado das preocupações financeiras dos seus colaboradores.

Como se pode ver pelos resultados deste estudo, a questão das preocupações financeiras tem um impacto muito significativo para os colaboradores que as vivem e para as empresas onde trabalham. Este estudo ajuda-nos também a perceber que este impacto é muito concreto e quantificável em termos de número de dias de trabalho perdidos e custo adicional de Recursos Humanos.

 

Soluções Possíveis
A boa notícia é que as próprias empresas e os seus departamentos de Recursos Humanos podem ter um papel determinante na mitigação das preocupações financeiras dos seus colaboradores. Recentemente, tanto no Reino Unido como nos EUA, várias startups financeiras têm vindo a disponibilizar soluções que visam responder a esta questão. Estas passam pela oferta de produtos financeiros, tanto de poupança como de crédito. Estes produtos têm a particularidade de serem descontados directamente no salário dos colaboradores, implicando para isso a participação das empresas e permitindo assim condições muito preferenciais.

Sobretudo do lado dos produtos de crédito, o desconto em salário das respectivas amortizações permite praticar taxas de juro mais baixas em/com maturidades elevadas. Estes produtos oferecem ainda aos colaboradores a possibilidade de substituir outros créditos que tenham, com custo mais elevado, por este novo benefício oferecido pela sua empresa. Esta substituição promove uma diminuição muito significativa das prestações mensais de crédito e contribui para a diminuição do stress e das preocupações financeiras dos colaboradores.

Em Portugal, existe já uma solução deste tipo no mercado. A mesma é oferecida pelo Banco BNI Europa, através da sua marca “Puzzle” (creditonorecibo puzzle. pt), em parceria com a “Salary Fits”, startup financeira com experiência internacional na oferta deste tipo de benefícios.

Em conclusão, o bem-estar financeiro é um factor chave na vida dos colaboradores e das empresas em que trabalham. Neste contexto, faz todo o sentido que este tema esteja nas prioridades dos directores de Recursos Humanos e que as soluções para o mesmo integrem a lista de benefícios disponibilizados por qualquer empresa.

Por Banco BNI Europa

Este artigo foi publicado na edição de Setembro da Human Resources.

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