Vanda de Jesus, Doutor Finanças: Bem-estar financeiro, um desafio urgente para os RH

Human Resources
17 de Novembro 2025 | 10:10
Vanda de Jesus, Doutor Finanças: Bem-estar financeiro, um desafio urgente para os RH

Investir no bem-estar financeiro não é um luxo. É uma estratégia inteligente, humana e sustentável. Porque quando as pessoas estão bem, as empresas funcionam melhor.

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Por Vanda de Jesus, co-CEO do Doutor Finanças

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Os profissionais de Recursos Humanos (RH) sabem que os dias são cada vez mais exigentes. Recrutar, motivar, desenvolver talento, gerir equipas diversas, garantir condições de trabalho justas – tudo isto ao mesmo tempo. A missão é clara: cuidar das pessoas. E cuidar implica, cada vez mais, ir além do ambiente físico ou emocional. Hoje, o bem-estar financeiro é uma peça central do puzzle.

Sabemos, com dados na mão, que a saúde financeira influencia directamente o bem-estar geral dos colaboradores. O estudo “Estado do Bem-Estar Financeiro 2024” (Doutor Finanças & Laicos) confirma: dificuldades financeiras geram stress, afectam a saúde mental e reduzem a capacidade de foco no trabalho. Não estamos a falar apenas de números no extrato bancário. Estamos a falar de tranquilidade, estabilidade e capacidade de decisão.

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Mais do que isso: os trabalhadores esperam que as suas empresas tenham um papel activo neste campo. O “Employee Financial Wellness Report 2024” reforça que os colaboradores valorizam organizações que oferecem ferramentas de apoio financeiro, formação em literacia e benefícios que aliviem o peso do dia-a-dia. Ignorar esta expectativa é desalinhar-se das necessidades reais das pessoas.

Sabemos também que há limites. As empresas não podem (nem devem) substituir-se à responsabilidade individual de cada colaborador. E, claro, os recursos são finitos. Mas o custo de nada fazer é alto: segundo a PWC, os colaboradores perdem em média três horas por semana a lidar com problemas financeiros. Se multiplicarmos isto por equipas inteiras, percebemos o impacto brutal em termos de produtividade, absentismo e até rotatividade. E para os que têm maior sensibilidade para a gestão financeira das empresas, esta realidade implica que as empresas estejam a investir milhares de euros em salários que não contribuem para o negócio.

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Este é um tema que me é muito próximo, e assumindo que não sou isenta nesta matéria, não podia evitar esta temática num mês marcado pelo Dia Mundial da Poupança. E não fico pela teoria. O que podemos fazer enquanto gestores?

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Podemos começar por promover acções de literacia financeira, com especialistas internos ou parceiros externos, que ajudem os colaboradores a compreenderem melhor as suas finanças. Podemos disponibilizar ferramentas digitais de gestão financeira pessoal, integradas com os benefícios da empresa, facilitando o planeamento e a tomada de decisões. Podemos ainda apoiar, através de parcerias com instituições especializadas, a negociação de créditos ou dívidas, oferecendo soluções reais para quem enfrenta dificuldades. E, claro, podemos ajustar os benefícios ao momento de vida de cada colaborador, com apoios à parentalidade, à educação ou à habitação, tornando-os mais relevantes e eficazes.

É hora de agir. Pelo bem das nossas equipas e pelo futuro das nossas organizações.

 

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Leia o artigo na íntegra na edição de Outubro (nº. 178) da Human Resources, nas bancas.

Caso prefira comprar online, tem disponível a versão em papel e a versão digital.

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