Em Junho, a Great Place To Work distinguiu, pelo segundo ano consecutivo, as 25 empresas em Portugal com os maiores índices de confiança no sector das Tecnologias da Informação (TI).
Por: Equipa Great Place to Work
O mercado de trabalho e, particularmente, o sector das Tecnologias da Informação estão a mudar a uma velocidade sem precedente, moldado pela inteligência artificial, pela inovação e pela mudança de mentalidade e de paradigma dos próprios colaboradores. É neste contexto que a Great Place To Work distingue as empresas do sector das Tecnologias de Informação (TI) que mais se destacaram, quer por proporcionarem uma experiência consistentemente positiva aos seus colaboradores, quer por se encontrarem na linha da frente na definição nos novos padrões de sucesso (tanto ao nível de Gestão de Pessoas, como ao nível do negócio).
Embora o contexto seja de disrupção, na base, ou seja, no seu fundamento, ser um excelente lugar para trabalhar continua a ser um lugar onde se confia nas pessoas para quem se trabalha, se tem orgulho no que se faz e se gosta das pessoas com quem se trabalha. Devendo esta experiência ser consistentemente positiva independentemente de quem eu sou ou faço na empresa. É isto que medimos através do questionário Trust Index e que nos permitiu encontrar as 25 empresas do sector das TI que mais se destacaram no último ano, em três dimensões, em função do número de colaboradores: pequenas, médias e grandes.
Confiança e flexibilidade: O segredo dos Best Workplaces em TI
As fortes relações de confiança traduzem-se nos 25 Best Workplaces em TI num Trust Index de 90%. E não se pense que o colaborador só confia na sua empresa; confiam também na Great Place to Work, com a taxa de resposta a permanecer bastante elevada, tendo atingindo uma média de 87%.
O ambiente destas empresas é agradável e onde os colaboradores se sentem seguros para serem eles próprios. A “Camaradagem” (94%) é, assim, a dimensão mais forte. Por outro lado, os colaboradores afirmam que a liderança é competente, honesta e ética, registando a dimensão “Credibilidade” um resultado médio de 91%. Líderes esses que também confiam na sua equipa (95%), não fazendo microgestão, nem exercendo um controlo excessivo. Confiança que se traduz na liberdade em flexibilizar o horário (96%) e na autonomia e responsabilização (90%) por parte dos colaboradores.
E quando tanto se fala em voltar para o escritório, todas as empresas distinguidas têm implementado algum tipo de política de flexibilidade, quer seja ao nível do horário, quer seja ao nível do local de trabalho. E o trabalho remoto, o teletrabalho (total ou parcial), continua a ser um dos tópicos mais referidos nos comentários dos colaboradores, provando que este tema veio para ficar nos ambientes de trabalho onde “reina” a confiança.
Já as práticas e políticas de Gestão de Pessoas têm ainda margem de melhoria, principalmente na dimensão “Imparcialidade” (88%), a única com uma média global inferior a 90%, concentrando-se aqui, uma vez mais, as principais oportunidades de melhoria dos Best Workplaces em TI desta segunda edição. Os principais desafios destas empresas continuam a ser a política de remunerações, reconhecimento, promoções e benefícios.
O impacto da liderança
Na criação de qualquer excelente lugar para trabalhar, a liderança assume um papel fundamental (“great starts with leadership”), ao moldar a experiência, através das práticas que implementa, dos valores que personifica e do comportamento que tem. Sabe-se que 70% da employee experience é influenciada pela liderança, e tendo em linha de conta este facto avaliámos as nove áreas de práticas culturais, responsáveis por moldar a experiência quotidiana dos colaboradores, para apoiar os líderes destas 25 empresas na manutenção da excelência do ambiente de trabalho e de uma cultura organizacional forte.
Observa-se uma percepção muito positiva no que respeita às políticas de contratação e de acolhimento, que possibilitam recrutar os novos talentos, de acordo com o propósito, os valores e a cultura, e facilitar o processo de integração, de modo que os novos talentos se sintam rapidamente parte da empresa.
A liderança é, assim, inspiradora, celebra as datas e os acontecimentos mais importantes, para além de “cuidar” das suas pessoas, e muito além da sua vida no trabalho. Os principais desafios concentram-se na área “Partilhar”, muito relacionado com a política de distribuição de lucros e salarial, no “Desenvolver” e no “Agradecer”.
Saliente-se também que as oportunidades de crescimento e de desenvolvimento continuam a ser um dos principais factores de permanência, devendo, deste modo, as organizações fazerem ajustes na oferta formativa e na progressão de carreira. Feedback regular, transparência nas promoções e planos de carreiras claros e comunicados devem ser práticas comuns. Alertando que o “agradecer” vai muito para além dos prémios monetários, devendo ser algo único e personalizado ao colaborador que o recebe.
Quando a liderança cria, através destas nove áreas de práticas, uma óptima experiência, isto tem um efeito transformador nas organizações, motivo pelo qual os Best Workplaces em TI atraem e retêm os melhores talentos e são mais ágeis, o que, por sua vez, estimula a performance e a produtividade. Os Best Workplaces em TI superam a concorrência em todas as métricas de negócio. É assim que os excelentes lugares para trabalhar provam que a cultura e o bom ambiente de trabalho impulsionam o negócio.
Os resultados do estudo e o ranking das 25 empresas distinguidas mostram que ouvir os colaboradores, promover a confiança e apostar na inovação são factores determinantes para o sucesso no sector tecnológico.
Por dimensão
Ranking Best IT
- Pequenas Empresas
1. JTA – The Data Scientists
2. Peaceful Evolution
3. Wire IT
4. AdvanceWorks
5. WireMaze
6. AmeXio
7. Vopak IT
8. LS Retail
9. Normática
10. Westcon-Comstor
- Médias Empresas
1. Swiss Post IT Campus
2. Crossjoin Solutions
3. Salesforce
4. Innotech
5. Mind Source
6. Stellaxius
7. ICT Strypes
8. Salsify
9. Oddsgate
10. Logicalis
- Grandes Empresas
1. Noesis
2. Synopsys Inc.
3. Cisco
4. Olisipo
5. Softinsa
Este artigo foi publicado na edição de Junho (nº. 174) da Human Resources.
Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.














