Bons números de emprego põem Dow Jones e S&P500 em níveis recorde na bolsa de Nova Iorque

Human Resources com Lusa
9 de Agosto 2021 | 15:00

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje com recordes dos seus índices Dow Jones e S&P50, graças à satisfação dos investidores com os números robustos sobre o emprego nos EUA relativos a Julho, enquanto, pelo contrário, o Nasdaq baixou.

 

Os resultados definitivos da sessão indicam que o seletivo Dow Jones Industrial Average ganhou 0,41%, para 35.208,51 pontos, o que representa um novo máximo, a superar o estabelecido no final de Julho.

Da mesma forma, o alargado S&P500 também fechou em território desconhecido até agora, registando um segundo recorde consecutivo, depois de valorizar 0,17%, para as 4.436,52 unidades.

Já o tecnológico Nasdaq recuou 0,40%, para os 14.835,76 pontos.

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“A sessão terminou de forma mitigada, exibindo um ganho semanal” e recordes, “depois de um relatório sobre o emprego melhor do que previsto”, salientaram os analistas da Schwab.

Se estes números “suscitaram algum otimismo”, também levaram a “colocar questões sobe o que isso significa para a política monetária da Fed” (diminutivo de Reserva Federal), acrescentaram.

Segundo o relatório do Departamento do Trabalho, a taxa de desemprego recuou de 5,9% para 5,4%, para surpresa dos analistas, que esperavam 5,6%.

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No mês passado, a economia dos EUA criou 943 mil empregos, mais do que previsto, e as contratações em Junho foram revistas em alta, para 938 mil, tal como as de maio.

Os sectores da hotelaria e da restauração contrataram fortemente (380 mil), a refletirem a recuperação da economia. Mas os efectivos ainda são inferiores em 10% aos que existiam antes da pandemia.

Em alta pelo quarto mês consecutivo, o salário horário médio aumentou 11 cêntimos, quatro por cento em termos anuais.

Mesmo com novos recordes, a reação de Wall Street com tons moderados foi atribuída por Art Hogan, da National Securities, ao facto de as acções já estarem a evoluir em níveis elevados. “Estamos em níveis recorde. Isso modera a reacção”, disse.

Os números do emprego “são uma muito boa notícia, uma das que nós tínhamos necessidade”, reforçou, acrescentando que a média mensal de criação de emprego nos últimos três meses foi de 831 mil empregos, bem acima da anterior média mensal de três meses, que foi de 559 mil.

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“Isto vai claramente na boa direcção”, de uma recuperação do mercado de trabalho, mas também para a possibilidade de a Fed poder anunciar a diminuição do seu programa de compra de activos em Setembro, antecipou Hogan.

“Os investidores devem conter o seu entusiasmo”, entre o dinamismo da recuperação da economia, atestada por estes bons números, e a perspectiva de uma redução do apoio monetário da Fed, que se aproxima, acrescentou.

Com estes dados positivos, que implicam um ‘aperto’ da política monetária – sinónimo da subida da taxa de juro – o rendimento dos títulos de divida pública dos EUA a 10 anos estava a subir em 1,30% às 21.30 horas de Lisboa, no mais alto desde há duas semanas, depois dos 1,22% da véspera.

Os bancos aproveitaram esta subida das taxas, com o Wells Fargo a fechar com ganhos de 3,79% e o Goldman Sachs com 3,54%, chegando mesmo o seu ‘papel’ a terminar com um máximo histórico, nos 397,89 dólares.

A transportadora aérea Spirit Airlines, baseada no Estado da Florida, perdeu 4,11%, depois de ter anulado mais de mil voos, o que explicou com o mau tempo e problemas de pessoal e informáticos.

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