Brands Like Bands: O amor pela música já não fica à porta do escritório

A vontade de ir mais longe continua a marcar a identidade portuguesa. E o Brands Like Bands, mais do que um festival de música corporativa, ganhou escala internacional e afirma-se como um reflexo da cultura e identidade das organizações. De Lisboa a Oulu, são cada vez mais as empresas que sobem a palco para mostrar quem são, dentro e fora de portas.

Human Resources
22 de Julho 2026 | 12:20
Brands Like Bands: O amor pela música já não fica à porta do escritório

 

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Por Tânia Reis

 

Contam os historiadores que a primeira fase de expansão de Portugal além-mar teve início em 1415 e que para a chegada dos portugueses ao Brasil foram necessários 85 anos. Em pleno século XXI, para o maior festival de bandas de empresas bastaram apenas 14 anos para se aventurar por outras terras e outros mares.

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Cumprindo o espírito dos navegadores, a grande novidade da 14.ª edição do Brands Like Bands – que, este ano, começou em Março e vai estender-se até Outubro – «acaba por ser, inevitavelmente, a expansão para mais seis países, além de Portugal», salienta Fernando Barros, CEO e fundador da iniciativa. Mais propriamente, serão dois continentes, sete países e oito cidades: São Paulo (Brasil), no continente americano, e, no continente europeu, Lisboa e Porto (Portugal), Barcelona (Espanha), Florença (Itália), Berlim (Alemanha), Oulu (Finlândia) e Londres (Inglaterra). Ainda que a intenção da iniciativa nunca tenha sido essa ou «desenhada uma estratégia de desenvolvimento para tal», a internacionalização não aconteceu por acaso. «Foi algo que surgiu com a consolidação do Brands Like Bands junto de várias empresas multinacionais e de outras marcas e “actores” globais», refere o responsável.

A abordagem aos diferentes países tem sido um «processo desafiante e muito enriquecedor», confessa Fernando Barros, acrescentando que «parece cliché mas é a pura das verdades». Primeiro, porque é algo absolutamente novo nas várias geografias. Depois, porque a cultura de cada uma tem de ser tida em conta, ou seja, a forma como o tema é abordado na Finlândia é diferente de no Brasil, por exemplo. «A própria abordagem em Portugal já é diferente de em Inglaterra. Entre todos eles, a aproximação tem de ser diferente, é incontornável», admite. Isso significa que «o projecto já tem de estar muito bem validado e estruturado para não andar a “zizaguear” no essencial: a sua proposta de valor e o seu propósito, seja para uma empresa na Finlândia ou em Itália».

A verdade é que o Brands Like Bands sempre foi mais do que música ou colocar pessoas em cima de um palco, até porque «para isso há centenas de teambuildings e outros tantos eventos onde colocam bandas de empresas, mas enquanto “bibelots”, para ocuparem aquele espaço e a “custo zero”», constata Fernando Barros.

A seu ver, a ligação à música existe, obviamente, mas o Brands Like Bands está cada vez mais relacionado com «posicionamento de marca das empresas que participam e que querem ficar debaixo deste “chapéu” diferenciador». Essa aspiração «do que as empresas querem transmitir para fora das suas “quatro paredes”» é o que leva verdadeiramente as empresas em Portugal a juntar-se à iniciativa.

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Aliás, quando o Brands Like Bands surgiu, em 2012 (a primeira edição aconteceu no ano seguinte), «os temas employer branding ou employee engagement não eram sequer palavras ou expressões utilizadas nas empresas», recorda o fundador. E explica por que não utilizam essas expressões: «Porque o que entregamos está várias camadas acima.» E está convicto de que o que tem atraído as pessoas e as empresas nos últimos anos é precisamente a autenticidade, algo assumido «sem qualquer copy e que é muito difícil de ser replicado por outro qualquer agente, projecto ou empresa». Porque, no fundo, tudo se resume ao propósito de «criar impacto, de uma forma inquestionável, junto das pessoas, enquanto pessoas e não enquanto “colaboradores”. As pessoas podem “amanhã” mudar de empresa, mas levam a experiência consigo, agregada à organização que lhe proporcionou a mesma», conclui.

 

Leia o artigo na íntegra na edição de Junho (nº. 186) da Human Resources, nas bancas.

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