CA Seguros: Envolvimento interno na gestão de pessoas e cultura

O engagement dos colaboradores tem vindo a assumir um papel central na forma como as organizações gerem talento e cultura interna.

Human Resources
18 de Maio 2026 | 13:40

O engagement dos colaboradores tem vindo a assumir um papel central na forma como as organizações gerem talento e cultura interna.

O envolvimento das pessoas continua a afirmar-se como um dos principais indicadores de sustentabilidade organizacional, com impacto directo na produtividade, retenção e cultura interna. Na CA Seguros, essa dimensão é acompanhada de forma estruturada e contínua, combinando instrumentos de auscultação interna com métricas operacionais.

Segundo João Pedro Borges, presidente do Conselho de Administração Executivo, a empresa recorre a uma ferramenta interna que permite medir regularmente a percepção dos colaboradores em áreas como satisfação, reconhecimento, alinhamento com a organização ou bem-estar.

A este diagnóstico juntam-se indicadores como retenção, absentismo, participação em iniciativas e mobilidade interna. Ainda assim, sublinha que «o mais importante não é apenas medir, mas transformar essa informação em capacidade de resposta e melhoria».

Num contexto marcado pela transformação digital e pela evolução dos modelos de trabalho, a CA Seguros tem apostado numa abordagem que combina proximidade, flexibilidade e investimento nas condições oferecidas aos colaboradores. João Pedro Borges refere o reforço da comunicação interna e a partilha mais frequente da visão e prioridades estratégicas como elementos centrais, a par da consolidação do modelo híbrido. Este modelo procura equilibrar eficiência e autonomia com a necessidade de manter a ligação entre equipas. Em paralelo, foram introduzidas melhorias nos espaços físicos e condições de teletrabalho, bem como iniciativas de convívio e partilha que contribuem para reforçar a coesão e o sentido de pertença.

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A liderança surge como um dos pilares desta estratégia. O responsável destaca a aposta numa liderança próxima e acessível, capaz de comunicar com clareza e de reconhecer o contributo das equipas. O Conselho de Administração Executivo assume um papel activo na transmissão da visão e estratégia, promovendo o alinhamento entre o propósito organizacional e o trabalho desenvolvido nas diferentes áreas. «Acreditamos que a qualidade da liderança é um dos factores mais determinantes para a confiança, a motivação e o compromisso das pessoas», afirma.

Também os temas do bem-estar, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e desenvolvimento de carreira assumem um papel estruturante na estratégia de engagement. A organização tem vindo a implementar medidas de flexibilidade, programas de formação e mobilidade interna, bem como iniciativas orientadas para o desenvolvimento contínuo. João Pedro Borges destaca ainda o papel do Gabinete de Gestão de Pessoas e Bem-Estar, cuja actuação próxima e empática tem contribuído para reforçar a confiança interna e uma experiência de trabalho mais positiva.

Ao analisar os resultados do “People Engagement Survey, a principal conclusão apontada passa pela necessidade de manter uma escuta activa e uma actuação consequente. «A principal aprendizagem é clara: escutar, agir e comunicar com transparência », refere. Entre as prioridades para 2026 estão o reforço da comunicação interna, a capacitação das lideranças, o investimento no bem-estar e o desenvolvimento de competências, bem como a evolução das ferramentas de gestão de pessoas, com o objectivo de consolidar uma cultura organizacional consistente e alinhada.

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Este artigo faz parte da edição de Abril (nº. 184) da Human Resources.

Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.

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