Pode a ASAE travar a escalada de preços no cabaz de bens essenciais? Fiscalização vai ser reforçada

Human Resources com Lusa
12 de Março 2023 | 10:00
Pode a ASAE travar a escalada de preços no cabaz de bens essenciais? Fiscalização vai ser reforçada

O cabaz alimentar, definido pela ASAE para calcular a evolução dos preços, aumentou quase 29% desde 2022 até Fevereiro deste ano, para 96,44 euros, foi anunciado.

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«Em Janeiro de 2022 estava em 74,90 euros e agora [Fevereiro] está em 96,44 euros», indicou o Inspector-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), Pedro Portugal Gaspar, que falava numa conferência de imprensa, no Ministério da Economia e do Mar, em Lisboa. Estes valores representam um aumento de 28,76%.

O cabaz da ASAE é composto por bens essenciais, nomeadamente peixe, carne, legumes, frutas, massas, arroz, azeite, óleo, ovos açúcar, leite, pão e farinha.

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O ministro da Economia, António Costa Silva, prometeu ser «inflexível» para com todas as situações anómalas verificadas neste sector.

Segundo os dados avançados na mesma conferência de imprensa, a ASAE realizou, desde o segundo semestre de 2022, mais de 960 acções de fiscalização e vai iniciar uma nova operação, em todo o país, com as suas 38 brigadas.

Conforme detalhou Pedro Portugal Gaspar, ao longo do ano, verificou-se uma tendência de aumento, ainda que com «estabilidade entre Junho e Setembro», de 88,09 euros a 88,28 euros, sendo que, a partir do último trimestre de 2020, houve uma nova subida do preço.

O valor mais baixo deste cabaz verificou-se mesmo em Janeiro de 2022, quando custava 74,90 euros, passando para 88,09 euros em Junho do mesmo ano. Já o preço mais elevado foi apurado em Fevereiro de 2023.

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Os relatórios mensais da ASAE destinam-se a verificar as condições de abastecimento, despistando eventuais rupturas de stock, a evolução dos preços, bem como a apurar se há indícios da prática de lucro ilegítimo.

No dia 1 de Março, 38 brigadas envolvendo 80 inspectores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) estiveram no terreno a fiscalizar os preços dos bens alimentares nos hiper e supermercados, face ao aumento de 21,1% do cabaz básico no último ano, mais do dobro da inflação.

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