Caixa Geral de Depósitos: Desenvolver talento para enfrentar novos desafios

A formação como pilar do desenvolvimento organizacional.

Human Resources
1 de Julho 2026 | 13:40

A formação como pilar do desenvolvimento organizacional.

A formação deixou há muito de ser vista apenas como uma ferramenta de actualização de conhecimentos. Num sector financeiro em profunda transformação, marcado pela digitalização, pela evolução regulatória e por novas exigências dos clientes, o desenvolvimento contínuo das pessoas tornou-se uma prioridade estratégica. Na Caixa Geral de Depósitos (CGD), essa visão materializa-se através da Caixa Academia, estrutura que assume um papel central na preparação dos colaboradores para os desafios actuais e futuros do negócio. Em entrevista à Human Resources, a equipa da Caixa Academia explica como a aprendizagem contínua está integrada na estratégia do banco e de que forma contribui para reforçar a competitividade, a capacidade de adaptação e a retenção de talento.

Aprender para transformar

A evolução do sector financeiro tem vindo a alterar profundamente as competências exigidas aos profissionais. Neste contexto, a formação passou a ocupar um lugar central na estratégia da CGD, assumindo-se como um instrumento de transformação organizacional e não apenas como uma resposta a necessidades operacionais.

Segundo a equipa da Caixa Academia, o desenvolvimento contínuo de competências tornou-se indispensável para assegurar competitividade, inovação e capacidade de adaptação num contexto marcado pela digitalização, pelas alterações regulatórias e pela crescente exigência dos clientes. A formação é hoje encarada como um elemento estruturante da preparação das equipas para os desafios do sector financeiro e para a concretização dos objectivos estratégicos do banco.

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Esta abordagem está alinhada com o conceito de organização que aprende, assente na ideia de que as empresas mais resilientes são aquelas que conseguem transformar conhecimento em vantagem competitiva. Como refere a equipa da Caixa Academia, a formação é trabalhada de forma colaborativa com as diferentes áreas da instituição, numa lógica orientada para o futuro e para a continuidade da evolução do banco. «É desta forma que encaramos o tema da formação e que enquanto learning partners queremos trabalhar de forma colaborativa com as diferentes áreas da CGD, nomeadamente as de negócio, rumo a mais “150 Anos Virados para o Futuro”», afirma a equipa da Caixa Academia.

Para responder às exigências actuais do sector, a CGD estruturou uma oferta formativa abrangente, que combina diferentes dimensões do conhecimento. A formação técnica, regulamentar, digital e comportamental surge integrada numa estratégia que procura desenvolver competências consideradas críticas para acompanhar as transformações em curso.

Entre as áreas prioritárias encontram-se os domínios de controlo, como Risco, Compliance e Auditoria, bem como sustentabilidade e experiência do cliente. Ao mesmo tempo, a organização procura garantir que os programas de formação acompanham a evolução dos contextos de trabalho e das exigências do mercado.

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A estrutura dos programas aposta numa combinação de formatos presenciais, virtuais e blended, permitindo maior flexibilidade e personalização das aprendizagens. Esta diversidade procura responder a diferentes necessidades e perfis profissionais, alinhando-se com as tendências de reskilling e upskilling que têm vindo a ganhar relevância nas organizações.

Neste enquadramento, a Caixa Academia assume-se como um dos pilares da estratégia de desenvolvimento da CGD. Mais do que uma entidade responsável pela organização de programas formativos, funciona como uma plataforma de capacitação contínua e de disseminação de conhecimento dentro da organização.

A missão passa por apoiar o crescimento profissional dos colaboradores, promovendo a actualização constante de competências e contribuindo simultaneamente para o reforço da cultura organizacional. A equipa da Caixa Academia sublinha que o seu papel não se limita à disponibilização de formação, mas inclui igualmente a construção de percursos de aprendizagem alinhados com os desafios actuais e futuros da instituição. «Mais do que um espaço que promove e desenvolve programas formativos, a Caixa Academia contribui para a construção de percursos de aprendizagem alinhados com os desafios, actuais e de futuro, reforçando a retenção de talento.»

A proximidade às diferentes áreas do banco é outro dos factores considerados determinantes para garantir a eficácia da estratégia formativa. A articulação entre as necessidades das direcções e os programas disponibilizados é assegurada através de um trabalho conjunto entre os HR Business Partners, os Learning Partners e as várias áreas de negócio.

O processo começa pela identificação das necessidades específicas de competências, quer decorrentes da estratégia organizacional, quer relacionadas com a evolução dos contextos de trabalho. Com base nesse diagnóstico são desenhadas jornadas formativas por função, procurando assegurar que os conteúdos respondem a necessidades concretas e apresentam aplicação prática no dia-a-dia dos colaboradores.

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De acordo com a equipa da Caixa Academia, estas jornadas são construídas de forma a garantir alinhamento com a missão, os valores e os objectivos estratégicos da instituição, contribuindo para uma maior relevância das aprendizagens e para a sua efectiva incorporação na actividade profissional.

Competências para o presente e para o futuro

A transformação das organizações exige profissionais capazes de combinar conhecimento técnico com competências humanas cada vez mais valorizadas. Na CGD, essa preocupação está reflectida na forma como os programas de formação são concebidos.

A aposta passa pelo desenvolvimento de profissionais tecnicamente preparados, mas igualmente capazes de liderar equipas, colaborar, inovar e adaptar-se a contextos em constante mudança. Por isso, as competências técnicas são trabalhadas em simultâneo com competências comportamentais, consideradas essenciais para o sucesso individual e organizacional.

Nos programas desenvolvidos pela Caixa Academia, coexistem conteúdos relacionados com produtos financeiros, risco, compliance e ferramentas digitais, a par de temas como comunicação, liderança, pensamento crítico e inteligência emocional. Esta integração reflecte a crescente valorização das chamadas power skills, particularmente relevante em sectores sujeitos a profundas transformações tecnológicas e organizacionais.

As jornadas de aprendizagem abrangem um universo alargado de funções, desde áreas comerciais até áreas de suporte. O objectivo é garantir que todos os colaboradores dispõem de oportunidades de desenvolvimento ajustadas às especificidades das suas funções e ao momento da carreira em que se encontram.

A adaptação dos percursos formativos é feita em função da experiência e das necessidades de cada profissional. Junto dos colaboradores que iniciam funções existe uma maior incidência na integração e aquisição de conhecimentos fundamentais. Já para os perfis mais experientes, a aposta recai sobre especialização técnica, liderança e desenvolvimento estratégico.

Segundo a equipa da Caixa Academia, esta abordagem permite promover o crescimento contínuo dos colaboradores, contribuindo simultaneamente para a motivação, retenção de talento e mobilidade interna.

A estratégia formativa da CGD beneficia igualmente de uma forte aposta em parcerias externas. A colaboração com universidades, escolas de negócios e entidades especializadas é vista como um elemento fundamental para garantir a actualização permanente dos conteúdos e a incorporação de novas perspectivas.

Estas parcerias permitem trazer para dentro da organização conhecimento especializado, boas práticas internacionais e uma ligação mais estreita ao meio académico e à inovação. Ao mesmo tempo, contribuem para preparar os profissionais para os desafios futuros do sector financeiro.

Entre as iniciativas que ilustram esta estratégia destaca-se o Programa de MBA CGD. De acordo com a equipa da Caixa Academia, esta iniciativa tem contribuído para o desenvolvimento de competências de liderança, visão estratégica, inovação e gestão da mudança.

O impacto faz-se sentir tanto ao nível individual como organizacional. Para os participantes, representa uma oportunidade de crescimento profissional e de ampliação de perspectivas. Para a organização, traduz-se no reforço de uma cultura de excelência, colaboração e pensamento estratégico. Além disso, programas desta natureza contribuem para criar redes internas de conhecimento e fortalecer a capacidade de transformação organizacional.

A promoção da aprendizagem contínua é outra das prioridades da CGD. Na prática, esta cultura é estimulada através da disponibilização permanente de conteúdos formativos, programas de actualização, iniciativas de partilha de conhecimento e modelos de aprendizagem colaborativa.

A organização tem vindo igualmente a reforçar a utilização de formatos digitais e metodologias flexíveis, procurando integrar a aprendizagem no quotidiano profissional dos colaboradores e não apenas em momentos formais de formação. Esta integração da aprendizagem no trabalho surge como um dos factores fundamentais para garantir a actualização constante de competências num contexto de mudança acelerada.

A pensar no futuro, a equipa da Caixa Academia considera que a formação continuará a desempenhar um papel decisivo na preparação do banco para desafios como a inteligência artificial, a digitalização, a cibersegurança, a sustentabilidade, as novas exigências regulatórias e a transformação da experiência do cliente.

Ao investir de forma consistente no desenvolvimento das suas pessoas, a CGD procura reforçar a capacidade de adaptação e inovação da organização, aumentando a sua resiliência perante um contexto cada vez mais exigente e imprevisível.

As prioridades para os próximos anos passam pelo reforço das competências digitais, de comunicação e de liderança, sem descurar o aprofundamento das competências técnicas nas diferentes áreas do banco. A consolidação das jornadas formativas associadas a cada função surge como um dos principais eixos de actuação, sustentando uma aposta contínua numa aprendizagem mais personalizada e alinhada com a transformação do negócio e com o crescimento profissional dos colaboradores. Como resume a equipa da Caixa Academia, o objectivo passa por reforçar «o investimento na aprendizagem contínua, personalizada e orientada para a transformação do negócio e para o crescimento profissional dos colaboradores».

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Formação”, publicado na edição de Junho (n.º 186) da Human Resources.

Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.

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