A Caixa Geral de Depósitos (CGD) propõe aumentos salariais de 3% este ano, segundo o documento do banco público enviado aos sindicatos a que a Lusa teve acesso.
A CGD propõe actualizações de 3% na tabela salarial e nas cláusulas de expressão pecuniária (com excepção de diuturnidades, ajudas de custo e abono para falhas, que ficarão sem aumento) e diz que esse aumento somado a outras progressões salariais (desde logo promoções e prémios) levará a massa salarial a subir 5% em 2024.
No início do mês, o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do grupo CGD (STEC) tinha reivindicado aumentos salariais de 7%, com um mínimo de 125 euros, justificando com a «perda acumulada de poder de compra» e pelo lucro do banco público em 2023 (que estima que ultrapasse os 1.000 milhões de euros, depois dos 987 milhões de euros registados até Setembro).
A proposta de revisão salarial da CGD, a que a Lusa teve acesso, considera que a tabela salarial do banco público já é acima da restante banca e que o crescimento da massa salarial entre 2018 e 2023 foi superior à inflação, pelo que considera houve um «aumento do poder de compra» dos trabalhadores.
Em Dezembro, o Governo emitiu um despacho a autorizar as empresas do sector público (em que se inclui a CGD) a aumentar a massa salarial global até 5% em 2024, sendo que a referência por trabalhador é de 3% (o que inclui actualizações salariais, progressões e promoções), pelo que a proposta da CGD segue a orientação governamental.
A CGD tem contratação colectiva autónoma, pelo que negoceia as actualizações salariais directamente com os sindicatos. Em 2023, STEC e CGD acordaram um aumento de 76 euros na tabela salarial.














