Milhares de jovens começam a preparar a entrada no mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, muitos profissionais aproveitam este período para repensar a carreira e procurar novos desafios. Neste contexto, a Eurofirms – People first partilha um conjunto de recomendações práticas para ajudar os candidatos a estruturarem candidaturas mais sólidas.
Valorizar o potencial e não apenas a experiência
A primeira impressão continua a ser determinante, por isso, antes de enviar qualquer candidatura, confirme se os dados pessoais estão actualizados, utilize um endereço de email profissional e organize a experiência profissional e a formação por ordem cronológica inversa.
Para quem procura o primeiro emprego, a ausência de experiência profissional não significa ausência de competências. Projectos académicos, estágios, voluntariado, certificações ou actividades extracurriculares podem demonstrar capacidades valorizadas pelas empresas, como organização, comunicação ou trabalho em equipa. Sempre que possível, estas experiências devem ser acompanhadas por resultados concretos ou exemplos que permitam perceber o impacto do trabalho desenvolvido.
Por outro lado, erros ortográficos, informação desactualizada, dados pouco rigorosos ou descrições demasiado genéricas continuam a comprometer muitas candidaturas.
Personalizar continua a ser decisivo
Enviar exactamente o mesmo currículo para todas as ofertas continua a ser um dos erros mais frequentes. Antes de responder a uma vaga, é importante identificar as competências valorizadas pela empresa e adaptar o currículo em conformidade.
Sempre que corresponda ao percurso do candidato, os especialistas recomendam utilizar naturalmente as mesmas palavras-chave presentes no anúncio de emprego. Para além disso, um pormenor muitas vezes esquecido passa por apresentar o currículo na mesma língua em que a oferta foi publicada.
Conhecer melhor a organização também faz a diferença, para tal os candidatos devem consultar o site da empresa ou analisar os perfis de profissionais que desempenham funções semelhantes no LinkedIn. Esta pesquisa permite compreender melhor as competências mais valorizadas e utilizar uma linguagem mais próxima da realidade da organização.
O apoio da IA
A inteligência artificial pode ajudar a estruturar o currículo, melhorar a redação, resumir descrições demasiado extensas ou adaptar o documento a uma oferta específica. No entanto, deve ser utilizada apenas como apoio e nunca para criar experiências ou competências que não correspondam ao percurso real do candidato.
Ao mesmo tempo, a tecnologia também está presente do lado das empresas. Muitas recorrem actualmente a sistemas automáticos de triagem de candidaturas (ATS), que analisam os currículos antes de estes chegarem ao recrutador.
Para facilitar essa leitura, privilegie documentos simples, apresentados em PDF, com títulos convencionais e fontes comuns, como Arial, Calibri ou Times New Roman. Os especialistas também recomendam evitar elementos gráficos, tabelas, ícones, múltiplas colunas ou outros formatos que possam dificultar a interpretação automática. A utilização de designações profissionais reconhecidas pelo mercado, em vez de títulos demasiado criativos, também facilita a identificação das funções desempenhadas.
O LinkedIn complementa
Cada vez mais recrutadores consultam o perfil de LinkedIn antes de contactar um candidato. Um perfil actualizado, coerente com a informação apresentada no CV e com uma descrição clara das competências e experiências, reforça a credibilidade da candidatura e aumenta a visibilidade junto dos recrutadores.
«Um bom currículo não é necessariamente o mais criativo ou o mais extenso. É aquele que consegue explicar, de forma simples e objectiva, quem é o candidato, o que sabe fazer e por que faz sentido para aquela função. Mesmo quem procura o primeiro emprego tem competências e experiências relevantes para apresentar, desde que saiba valorizá-las», afirma Cristina Rosa, People leader da Eurofirms em Portugal.














