Casas e carros em vez de bónus? Este líder desafia as práticas tradicionais de Gestão de Pessoas

Human Resources com Lusa
22 de Janeiro 2026 | 12:50
Casas e carros em vez de bónus? Este líder desafia as práticas tradicionais de Gestão de Pessoas

Em vez dos tradicionais bónus, Savji Dholakia recompensa a lealdade com presentes que mudam vidas. Esta cultura que prioriza as pessoas ajudou a transformar uma estrutura modesta numa empresa global de diamantes, avaliada em mais de 120 mil milhões de rupias.

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Savji Dholakia cresceu em Dudhala, uma pequena aldeia no oeste da Índia e, aos 13 anos, teve de deixar a escola porque a família não tinha condições para pagar. Anos mais tarde, em 1977, embarcou num autocarro para sul, com determinação e dinheiro suficiente para a viagem, revela o Times Now.

Em Surat, encontrou trabalho numa unidade de lapidação de diamantes, ganhando apenas 179 rupias por mês (1,70 euros), mas punha de lado 39 rupias todos os meses. O hábito de poupar reflectia uma disciplina que mais tarde definiria o seu percurso empresarial.

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Anos de persistência levaram finalmente a uma viragem. Em 1984, Savji e os irmãos lançaram as bases da Hari Krishna Exporters, uma pequena empresa de diamantes que nasceu num sector conhecido pela forte concorrência e elevado risco. Não foi fácil, mas Savji acreditava que o sucesso dependia das pessoas e não apenas dos lucros.

A sua visão defendia que os colaboradores não são apenas membros da equipa, são como família e era assim que os tratava. «Quando a minha família prospera, os meus negócios prosperam.»

Esta filosofia tornou-se gradualmente conhecida. Em vez dos tradicionais bónus, recompensava a lealdade com presentes que mudavam vidas, como casas e carros, transformando a gratidão em acção e estabelecendo um novo padrão.

Décadas depois, a abordagem de Savji mantém-se. Em 2025, presenteou três SUV Mercedes-Benz GLS a membros sénior da equipa que tinham entrado na empresa ainda adolescentes, 25 anos antes. Para ele, estes gestos simbolizam viagens partilhadas, não extravagância.

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Esta cultura que prioriza as pessoas ajudou a transformar uma estrutura modesta numa empresa global de diamantes, avaliada em mais de 120 mil milhões de rupias.

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