Catarina Graça, SIBS: «As empresas têm agora necessidades distintas e isso levará necessariamente a um novo mundo do trabalho»

Num sector altamente atractivo, dinâmico e competitivo, é a capacidade de inovação e constante reinvenção que torna a SIBS referência nos mercados em que actua. E isso só é possível contando com profissionais com um know how e experiência únicos, e, não menos importante, com espírito de inovação e de equipa.

 

Por Ana Leonor Martins

 

Numa carreira de já mais de 20 anos, Catarina Graça tem sido confrontada com muitos desafios e aprendizagens, mas confessa que liderar a Gestão de Pessoas, num contexto como o actual, «é profundamente marcante, nomeadamente numa empresa como a SIBS, que teve de combinar diversas realidades e, ao mesmo tempo, garantir o funcionamento de um serviço crítico para o País». E não tem dúvidas de que, tendo agora as empresas e os seus colaboradores novas necessidades e exigências, isso necessariamente levará a um novo mundo do trabalho.

 

A COVID-19 trouxe muitos desafios às empresas, e os directores de Recursos Humanos foram, mais do que nunca, chamados para a linha da frente. Quais foram os principais desafios?
Foram muitos. A todos os níveis. Os últimos meses têm sido tempos de adaptação e aprendizagem, onde tem sobressaído a resiliência e o espírito de equipa dos colaboradores da SIBS que, em pouco tempo, tiveram de se adaptar a diferentes regimes de trabalho, presencial e teletrabalho.

Tivemos de assegurar o cumprimento das orientações das autoridades de saúde e também acompanhar as alterações que foram sendo introduzidas à legislação laboral. Além disso, tendo em conta que a actividade core da SIBS está no cerne do sistema financeiro português e que os seus serviços são críticos para o País, foi necessário implementar todas as alterações necessárias mantendo os serviços a funcionar, sem falhas nem interrupções. Este terá sido, sem dúvida, o principal desafio – assegurar a saúde e a segurança dos colaboradores, mantendo os sistemas a funcionar a 100%.

 

O que destacaria de melhor e pior desta “experiência forçada”?
De melhor, destacaria claramente a capacidade de adaptação e o espírito de grupo de todas as equipas SIBS que, num curto espaço de tempo, conseguiram responder a todas as exigências que a nova situação impôs, mantendo a empresa a funcionar sem qualquer percalço. De pior, o afastamento físico a que o combate à pandemia nos obrigou e as implicações que este trouxe para o nosso dia-a-dia – enquanto colaboradores, mas também, e principalmente, enquanto seres humanos.

 

Como está a ser o regresso à “normalidade”?
Não se trata propriamente de um regresso à “normalidade”, mas sim da vivência de um “novo normal”. O regresso das nossas equipas ao local de trabalho tem sido planeado de forma ponderada, seguindo todas as recomendações das autoridades competentes. Tivemos de nos reinventar com novas rotinas, que incluem máscaras, desinfecção frequente das mãos e distanciamento. Reforçámos infra-estruturas tecnológicas e activámos medidas adicionais de prevenção e de sensibilização interna, como a criação de contactos específicos para responder às questões dos colaboradores e a promoção de um contacto permanente com as equipas, reforçando a importância da adopção de medidas de segurança a serem cumpridas neste novo paradigma. Até ao momento, tem tudo decorrido dentro da normalidade, possível e expectável.

 

Mantêm o trabalho remoto?
Continuamos a avaliar regularmente a alocação dos colaboradores a diferentes regimes de trabalho, presencial e homeoffice, realizando constantes monitorizações, para garantir uma resposta célere em caso de necessidade. Todos os cenários têm de estar em cima da mesa.

 

É de facto um novo normal? Indo para um cenário verdadeiramente pós-COVID – em que já não haja ameaça à saúde pública –, acredita que vamos ter um novo mundo do trabalho?
Sim, vivemos, de facto, um novo normal. Ainda que seja uma situação temporária, estima-se que persista durante um período de tempo considerável. Por outro lado, todos retirámos lições dos últimos meses e, por isso, acredito que o mundo do trabalho, tal como outras dimensões da nossa vida, serão diferentes do que eram antes da pandemia. As empresas e os seus colaboradores têm agora necessidades e exigências distintas. Tudo isso levará necessariamente a um novo mundo do trabalho.

 

A COVID-19 veio trazer para a ribalta novos temas de Gestão de Pessoas ou os desafios vão permanecer basicamente os mesmos?
É inegável que a COVID-19 trouxe novos temas de Gestão de Pessoas. Num curto espaço de tempo, a maioria dos colaboradores das empresas passaram a ter de conciliar a vida pessoal e a vida profissional no mesmo espaço físico. Ao mesmo tempo que geriam o seu dia- -a-dia, lidavam com todas as incertezas que o novo contexto trouxe, e a Gestão de Pessoas não pode ignorar todas estas condicionantes.

 

Como consequência das aprendizagens trazidas pela pandemia, alguma coisa vai mudar nos modelos de trabalho ou liderança, na SIBS?
Ainda estamos a fazer avaliações e a retirar as respectivas conclusões. Mas os modelos de trabalho e liderança da SIBS já incorporavam características de flexibilidade e rapidez de resposta que, de resto, foram as mesmas características que permitiram que respondêssemos positivamente aos desafios com que fomos confrontados.

 

Leia a entrevista na íntegra na edição de Outubro (nº. 118) da Human Resources, nas bancas.

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