Catarina Paiva, Turismo de Portugal: A gestão de equipas como responsabilidade primária das lideranças

Human Resources
3 de Setembro 2025 | 14:00

No seu comentário à LX edição do Barómetro Human Resources, Catarina Paiva, administradora do Turismo de Portugal, afirma que «a gestão de equipas é uma responsabilidade primária das lideranças. As lideranças não apenas são responsáveis pelos resultados, mas também por desenvolver, motivar as equipas para alcançar resultados positivos e duradouros. E ter equipas de alta performance implica ter as pessoas certas».

«“O talento vence jogos, mas só o trabalho em equipa ganha campeonatos.” A frase proferida por Michael Jordan aplica-se em contexto desportivo, mas também em contexto organizacional. Reflecte a premissa fundamental de que o talento individual dos colaboradores é um activo valioso, mas que o sucesso consistente, a médio e longo prazo nas empresas, depende essencialmente da capacidade de as lideranças conseguirem estimular um trabalho de equipa para uma visão e um propósito comum, criando mecanismos que fomentem a cooperação e fortaleçam a equipa como um todo para resultados duradouros.

O resultado e a soma de trabalho de uma equipa de alta performance sobrepõe-se sempre aos talentos individuais. A metáfora de que 2+2 é mais do que 4 significa que o resultado do trabalho de uma equipa é sempre mais do que a simples soma das competências individuais de cada membro. Quando nas organizações se pretende escalar, transformar ou liderar processos de mudança, o que ditará o seu sucesso será se a empresa consegue desenvolver as equipas para uma alta performance e não valorizar apenas os talentos individuais.

No 60.º questionário do Barómetro da Human Resources, quando questionados sobre se as organizações estão a adaptar os modelos de liderança, 65% dos gestores referem que sim, embora ainda de uma forma pouco estruturada. E perante a pergunta sobre quais os factores que consideram chave numa organização com futuro, 45% dos gestores referem uma liderança mais humana.

Ora, a gestão de equipas é uma responsabilidade primária das lideranças. As lideranças não apenas são responsáveis pelos resultados, mas também por desenvolver, motivar as equipas para alcançar resultados positivos e duradouros. E ter equipas de alta performance implica ter as pessoas certas. No livro “De Bom a Excelente”, escrito por Jim Collins e publicado em 2001, Collins analisou as características que permitiram que algumas empresas tenham conseguido fazer a transição de serem boas para se tornarem excepcionais. O livro é baseado em estudos de empresas que alcançaram um sucesso extraordinário de forma continua e sustentável, e explora as práticas de gestão que lhes permitiram crescer de forma excepcional, mantendo uma performance superior ao longo de muitos anos.

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Um dos insights que resultaram com mais impacto foi de que as empresas que conseguem de forma continua resultados excepcionais se focaram primeiro em reunir as pessoas certas antes de desenharem as suas estratégias, sugerindo assim que a identificação e selecção de talentos e a criação de uma equipa de alta performance é mais importante do que a própria estratégia.

O modelo tradicional refere que primeiro desenhamos a estratégia e depois vamos identificar os recursos, o estudo de Collins revela que as empresas que conseguem ter resultados excepcionais se focam primeiro nas pessoas e certas e que só depois desenham a estratégia. O autor entende ainda que as pessoas certas, e não são necessariamente aquelas que têm maiores competências individuais, mas antes aquelas que conseguem contribuir mais eficazmente para um trabalho de equipa de alta performance.

Pois a questão é: Queremos vencer jogos ou campeonatos?»

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Este testemunho foi publicado na edição de de Agosto (nº. 176) da Human Resources, no âmbito da LX do seu Barómetro.

Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.

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