«A transformação do trabalho está a acelerar, mas os resultados deste barómetro mostram que a maioria das organizações continua numa fase intermédia de evolução da Gestão de Pessoas, das carreiras e da adopção da inteligência artificial. O sinal mais relevante não é tecnológico, é humano.
Os dados revelam que as empresas antecipam um futuro marcado por mudanças significativas, mas graduais, onde a principal necessidade não será necessariamente ter mais pessoas, mas sim pessoas com competências diferentes e mais qualificadas. Neste contexto, a requalificação, a aprendizagem contínua e a capacidade de adaptação continuam a ser prioridades essenciais.
É também preocupante a leitura de que o sistema de ensino não prepara plenamente os jovens para as exigências do mercado de trabalho do futuro – 49% das respostas indicam que prepara “pouco” ou “não prepara” e 37% que prepara “parcialmente”. Este desafio exige uma reflexão mais profunda, maior proximidade entre empresas, instituições de ensino e decisores, para garantir que o desenvolvimento de competências acompanha a velocidade da transformação.
A IA terá um papel determinante na automação, produtividade e transformação dos processos, mas o seu verdadeiro valor dependerá da forma como é integrada nas organizações. O desafio da liderança será equilibrar tecnologia e humanidade, promovendo culturas que desenvolvam talento e estimulem a inovação. Teremos sempre de conseguir manter as pessoas na tomada de (melhores) decisões e tomar (melhores) decisões que valorizem as pessoas!
Porque, no final, a vantagem competitiva continuará a ser construída pela combinação entre tecnologia, competências e cultura.»
Este testemunho foi publicado na edição de Agosto (nº. 188) da Human Resources, no âmbito do seu LXVI Barómetro.
Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital













