O CEO da OpenAI, Sam Altman, tem falado abertamente do futuro da IA e não esconde a preocupação de que a IA possa fazer com que as coisas corram “terrivelmente mal” ou que os agentes de IA transformem completamente o ambiente de trabalho. O bilionário Mark Cuban também prevê grandes mudanças num ambiente de trabalho dominado pela IA, avança o Inc.
Em declarações recentes numa conferência da Reserva Federal norte-americana, Altman acredita que categorias inteiras de empregos serão “engolidas” pela IA. O serviço ao cliente, por exemplo, está praticamente pronto para uma aquisição da IA, como relata o The Guardian.
«É uma função em que a IA consegue fazer tudo o que qualquer agente humano de apoio ao cliente fazia. Não comete erros. É rápida. Liga-se uma vez e está feita.»
Mas há um outro sector mais complexo que está pronto para ser dominado pela IA, que exige conhecimento profundo e empatia e acarreta elevados riscos. De acordo com o CEO da OpenAI, a IA já é melhor do que os médicos humanos. Ela pode, «na maioria das vezes», superar as capacidades dos profissionais humanos, argumentou, sugerindo que é «melhor nos diagnósticos do que a maioria dos médicos do mundo». Mas depois apontou uma verdade muito humana: «as pessoas ainda vão ao médico e, no meu caso, não quero mesmo confiar a minha saúde no ChatGPT sem um médico humano por perto».
Opinião corroborada por especialistas médicos que afirmam que, embora a IA possa ser útil para aconselhamento médico em algumas circunstâncias – como ajudar a tirar notas-, tem demasiados erros para ser fiável em aconselhamento ou diagnósticos de saúde mental, por exemplo.
Já o empreendedor bilionário Mark Cuban sugeriu que a IA se tornará uma competência “básica” no local de trabalho dentro de cinco anos. Essencialmente, ele acredita que «tal como o e-mail ou o Excel», todos, desde recém-licenciados a gestores experientes, terão de dominar a IA para terem sucesso nas suas tarefas.
Em entrevista à Fortune, Cuban previu que, graças aos efeitos multiplicadores da força da IA, «veremos mais pessoas a trabalhar por conta própria», com o surgimento de assistentes de IA que pode transformar «fundadores individuais em equipas completas». E pior, se ainda não usa a IA para «avançar mais depressa ou tomar decisões mais inteligentes, já está a ficar para trás», disse.
Embora num tom mais positivo do que Altman, Cuban ainda prevê que categorias inteiras de empregos desaparecerão dentro de cinco anos. «Porque é que um CEO de uma startup precisará de um assistente pessoal, um especialista em codificação ou um consultor de marketing se todas estas tarefas puderem ser realizadas por IA de última geração?»














