É o fim dos teclados? A previsão do CEO da SAP

A forma como os profissionais interagem com as plataformas digitais está prestes a mudar e o teclado pode deixar de ser a principal ferramenta de trabalho.

Human Resources
1 de Outubro 2026 | 20:40
É o fim dos teclados? A previsão do CEO da SAP

A evolução dos modelos de Inteligência Artificial e das tecnologias de reconhecimento de voz está a abrir caminho para um cenário em que o teclado deixa de ser a principal interface de trabalho em muitas tarefas, avança o Allwork Space.

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A previsão é avançada por Christian Klein, CEO da SAP, que defende que, nos próximos dois a três anos, a introdução manual de dados em sistemas empresariais poderá ser progressivamente substituída por interacções por voz. Segundo o responsável, os avanços registados pelos grandes modelos de linguagem tornaram o reconhecimento de voz suficientemente robusto para suportar uma nova geração de aplicações empresariais.

Na prática, isto significa que os profissionais poderão recorrer à voz para colocar questões analíticas, accionar fluxos de trabalho, registar informação ou realizar tarefas administrativas que actualmente dependem da utilização do teclado. Entre os exemplos mencionados estão a introdução de avaliações de desempenho, a actualização de previsões comerciais ou a execução de processos operacionais directamente a partir de comandos orais.

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Para as organizações, esta tendência poderá representar mais do que uma simples mudança tecnológica. A utilização de interfaces conversacionais promete simplificar o acesso à informação, reduzir o tempo dedicado a tarefas administrativas e facilitar a interacção dos colaboradores com ferramentas empresariais complexas.

No entanto, Christian Klein sublinha que o principal desafio já não está na tecnologia em si, mas na sua implementação. Na sua perspectiva, as empresas estão a entrar numa fase em que o foco deixa de ser a experimentação da IA e passa a ser a sua integração efectiva nos processos de negócio.

O responsável distingue ainda as organizações que estão a utilizar a IA de forma transversal daquelas que a encaram apenas como uma ferramenta pontual de eficiência. Segundo refere, o maior potencial de transformação surge quando a tecnologia conecta diferentes áreas do negócio, permitindo criar ganhos concretos de produtividade e apoiar uma melhor tomada de decisão.

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A transição para interfaces cada vez mais conversacionais poderá trazer novas oportunidades, mas também desafios. Entre eles contam-se a adaptação das competências digitais dos colaboradores, a redefinição de processos de trabalho e a necessidade de garantir que as equipas estão preparadas para tirar partido de ferramentas de IA cada vez mais integradas no quotidiano profissional. A visão apresentada aponta para um futuro em que a comunicação natural entre pessoas e sistemas digitais se torna uma parte central da experiência de trabalho.

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