Cerca de metade dos CEO portugueses (45%) confiam no crescimento da receita das suas empresas e nove em cada dez estão preocupados com os impostos e a instabilidade dos mercados.
Esta é apenas uma das conclusões da primeira edição do CEO Survey Portugal, lançada pela PwC, em parceria com a AESE, no âmbito das suas sessões de continuidade do Agrupamento de Alumni.
Mais de dois terços os CEO disseram, também, que a atual crise tem tido um impacto financeiro direto sobre a sua empresa. Muitos admitem estar a utilizar as suas reservas monetárias como um amortecedor para fazer face à contração económica. A nível global, apenas 15% dos CEO acreditam que a economia vai melhorar nos próximos 12 meses, sendo que apenas 13% dos CEO portugueses partilham do mesmo positivismo.
Ainda assim, as novas economias emergentes, a mobilidade de bens, capitais e pessoas surgem como fatores de otimismo para os CEO nacionais. Estes apontaram o aumento da quota de mercado (35%) e o crescimento em novos mercados geográficos (29%) como as suas principais oportunidades comerciais durante os próximos 12 meses.
Reconhecendo o crucial papel do Governo na definição de políticas que possibilitem o crescimento, 90% dos CEO nacionais consideram, ainda, que a garantia da estabilidade financeira deve ser a maior prioridade dos governantes.
Quatro anos após o início da crise de financiamento global, os CEO definiram novas estratégias e estão agora mais bem preparados para riscos emergentes. Surge então o maior desafio atual – tornar-se mais local. Neste sentido, globalmente, 57% dos CEO afirmam que existirão algumas alterações estratégicas durante o próximo ano, sendo que, em Portugal, este número ascende aos 71%.
A inovação assume-se como uma prioridade: em Portugal 61% dos inquiridos dá ênfase a novos produtos e serviços dentro dos atuais modelos de negócio.
Também o acesso a talentos é tema da agenda a nível global: um em cada quatro CEO referiu que já teve de cancelar ou adiar iniciativas de crescimento em mercados emergentes por causa de constrangimentos com os talentos existentes. Apesar de tudo, 48% dos CEO portugueses revelam estar muito confiantes no acesso aos talentos necessários para a execução da estratégia da sua empresa durante os próximos três anos.
De acordo com António Correia, Partner da PwC, “este estudo revela que as empresas portuguesas estão a aprender que a sua preparação para a incerteza incide sobre a melhor forma de se conseguirem focar nas consequências às atuais alterações de paradigma dos seus negócios.
Notamos que as empresas estão a posicionar-se para o crescimento a longo prazo, nos seus mercados prioritários.”
Sobre o CEO Survey Portugal
A primeira edição do CEO Survey Portugal surge na sequência do 15º Global CEO Survey, lançado pela PwC no final de Janeiro em Davos, na Suíça, na conferência anual do Fórum Económico Internacional. O estudo global resulta de um inquérito realizado a 1201 CEOs a nível global.
Em Portugal, foram inquiridos 31 CEO, representando cerca de 500 empresas.














