O líder da First Watch dedica todos os meses algum tempo a escrever à mão os parabéns aos cozinheiros e lavadores de pratos que celebram marcos importantes, como 10, 20 ou até 30 anos na empresa.
Com mais de 15 mil colaboradores, Tomasso já escreveu mais de 500 bilhetes e acredita que o pequeno gesto tem um impacto enorme, avança a Fortune. «Adoro pessoas que escolhem a sua vocação, gostam do que fazem e não querem fazer mais nada para além disso. Querem ser os melhores lavadores de loiça que puderem ser, e por isso quero agradecer e recompensar a lealdade, a permanência e os seus contributos.»
Tomasso atribui a sua abordagem a um momento no início da sua carreira. Aos 26 anos, recebeu um bilhete de agradecimento escrito à mão do CEO do Hard Rock Café, uma carta que guarda até hoje. Quando Tomasso se tornou CEO em 2018, decidiu avançar com esta mesma filosofia de priorizar as pessoas.
«Tento minimizar ao máximo o título [de CEO] quando interajo com as pessoas. Almoço na copa com todos, o que, por algum motivo, surpreende os novos colaboradores. Acho uma pena que exista essa sensação.»
É um acto simples que reflecte uma lição de liderança mais ampla: a ligação importa. «O nosso trabalho é criar um ambiente onde os nossos colaboradores sejam felizes e se sintam valorizados, e eles tratam do resto», acrescentou Tomasso no LinkedIn. «E fazem-no melhor do que ninguém.»
Embora a tecnologia tenha tornado o mundo mais rápido e aparentemente menos pessoal, parar para enviar um bilhete de agradecimento escrito à mão é uma prática que inúmeros líderes empresariais afirmam ser imbatível.
Geoffroy van Raemdonck, CEO da Neiman Marcus, sempre adoptou este gesto. Antes da pandemia, enviava três a cinco bilhetes de agradecimento escritos à mão todos os dias. Com a transição para o trabalho remoto e híbrido, complementa-os agora com mensagens de texto, e-mails e telefonemas rápidos, mas o sentimento continua o mesmo.
«Aprendi com grandes mentores o poder de enviar um bilhete de agradecimento. É realmente importante para mim — o momento do ‘obrigado’ — porque sei o que é receber um agradecimento, ser reconhecido», disse van Raemdonck à Fortune em 2023.
Mike Wirth, presidente e CEO da Chevron, também reserva algum tempo para enviar mensagens de agradecimento “à moda antiga, em papel” aos colaboradores da gigante global da energia.
«Lembro-me de quando estava no início da minha carreira e, se um CEO me tivesse enviado uma carta e soubesse realmente o que eu estava a fazer, teria sido muito importante para mim», disse Wirth no podcast How Leaders Lead. «Por isso, tento lembrar-me de como era estar nos cargos que eu próprio já ocupei. E quero garantir que as pessoas saibam que as aprecio.»














