Até 2029, SNS vai precisar de mais cerca de 1500 médicos de família

A Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar estima que cerca de 680 médicos de família se irão reformar até ao final da legislatura, enquanto a carência actual ronda os 785 profissionais. O número de internos em formação aproxima-se das necessidades previstas.

Human Resources com Lusa
2 de Outubro 2026 | 18:40
Até 2029, SNS vai precisar de mais cerca de 1500 médicos de família

A Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar (USF-AN) calcula que cerca de 680 médicos de família se irão aposentar até 2029, um número inferior ao dos médicos actualmente em formação, o que pode assegurar uma equipa de saúde familiar para cada utente inscrito no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

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O maior número de reformas deverá ocorrer já este ano, com a previsão de 503 profissionais a optarem pela aposentação. Nos três anos seguintes, o número desce para 179.

Segundo os dados divulgados pela USF-AN, as necessidades actuais de médicos de família para garantir um profissional por cada inscrito no SNS situam-se em 588. Contudo, quando se consideram os médicos deslocados para outras funções ou temporariamente impossibilitados de exercer devido a doença, a carência sobe para 980.

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Com base na média destes dois valores, a associação estima que a necessidade actual ronda os 785 médicos de família.

Assim, somando os 785 médicos em falta actualmente às 682 aposentações previstas entre 2026 e 2029, a USF-AN aponta para uma necessidade total de 1.467 médicos de família até ao final da legislatura.

Por outro lado, o número de médicos internos até ao segundo ano, que concluirão a formação em 2029, é de 1.446, valor próximo da soma das necessidades actuais e das aposentadorias previstas.

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De acordo com as estimativas, existem cerca de 1000 médicos de família em Portugal fora do SNS, assim como algumas centenas no estrangeiro, o que amplia as possibilidades de recrutamento para suprir a carência.

Os dados indicam ainda défices noutras áreas essenciais para o funcionamento das equipas de saúde familiar, com uma falta estimada de cerca de 280 enfermeiros de família e 270 secretários clínicos.

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A USF-AN tem defendido que a existência de equipas completas e equilibradas de cuidados de saúde família é condição fundamental para melhorar o acesso, a qualidade e a eficiência dos cuidados prestados à população.

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