Cerca de 80% dos jovens afirmam que as soft skills serão mais importantes para os futuros líderes

Margarida Lopes
9 de Setembro 2021 | 11:35
Cerca de 80% dos jovens afirmam que as soft skills serão mais importantes para os futuros líderes

Capacidade de gestão de pessoas e liderança, comunicação e inteligência emocional são o Top 3 das soft skills que os jovens consideram mais relevantes nos líderes do futuro.

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Estas são as conclusões do mais recente inquérito lançado a jovens, maioritariamente entre os 18 e 30 anos, de 64 países, no âmbito do Programa internacional ‘CEO for One Month’ do Grupo Adecco.

O objectivo foi compreender as alterações no mundo do trabalho e nas perspectivas dos potenciais líderes em contexto de pandemia. O inquérito permitiu tirar uma conclusão singular: num mundo onde as relações de trabalho se estabeleceram, nos últimos dois anos, frequentemente em ambiente virtual, os inquiridos atribuíram valor a traços profundamente humanos.

Conheça a síntese do #CTHEFUTURE2.0

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1. “Quais as competências mais importantes para o futuro?”
À medida que avançamos para modelos de trabalho mais ágeis, as exigências de competências dos líderes estão a mudar. 79% dos inquiridos afirmam que as soft skills serão mais importantes para os futuros líderes. No inquérito homólogo de 2019, esta percentagem era de 69%. A tendência para dar mais importância às competências transversais continua a aumentar e os jovens estão conscientes disso, o que será certamente considerado à medida que desenvolvem a sua experiência e escolhem os programas de formação de que necessitam para os ajudar a progredir e a satisfazer ambições profissionais.

 

2. “Quais as soft skills mais relevantes de um líder do futuro bem-sucedido?”
A procura de competências transversais (soft skills) nos líderes está a aumentar. ‘Gestão de Pessoas e Liderança’ é o tópico mais apontado pelos inquiridos no âmbito do #CtheFuture2.0, tal como no inquérito de 2019. A ‘Comunicação’ vem em segunda lugar em termos de importância. No entanto, a ‘Inteligência Emocional’ subiu para o terceira lugar em importância para os inquiridos, comparativamente ao anterior inquérito.

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Como resultado da pandemia e do isolamento imposto pelos sucessivos confinamentos, a resposta dos futuros líderes parece reflectir que a capacidade de compreender as emoções dos outros é a chave para tirar o melhor partido das pessoas. Com o modelo de trabalho remoto a ganhar fôlego para além da pandemia, ser capaz de se conectar aos outros de forma significativa e empática poderá ser a chave para manter os profissionais motivados e felizes numa organização.

 

17 soft skills mencionadas pelos inquiridos, por ordem decrescente de importância:

Gestão de Pessoas e Liderança, Comunicação, Inteligência Emocional, Adaptabilidade, Pensamento Crítico, Ética (tecnologia), Capacidade de Resolução de Problemas Complexos, Criatividade, Consciência dos Fenómenos Interculturais e Intergeracionais, Resiliência, Capacidade de Negociação, Capacidade de Decisão apoiada em dados, Agilidade de Aprendizagem, Autoconsciência, Curiosidade, Agilidade na Gestão de Projetos, Orientação para o Serviço.

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3. “O que mais o preocupa no futuro do trabalho?”
A saúde mental é a preocupação número 1 sobre o futuro do trabalho dos inquiridos. A par desta, as grandes preocupações dos jovens quanto ao futuro são: Acesso ao mundo do trabalho, Igualdade salarial, As profissões que serão procuradas, Empregos que deixarão de existir.

Embora a mudança para práticas de trabalho remotas e mais flexíveis seja geralmente vista como um passo inevitável, há tópicos importantes a acautelar. A falta de comunicação presencial com os membros da equipa e os colegas de trabalho é sentida por muitos. Encontrar o equilíbrio certo no futuro do trabalho pode ser a chave para apoiar o bem-estar mental dos empregados. Os líderes terão de fazer esforços concentrados para apoiar modelos de trabalho híbridos que satisfaçam as necessidades individuais de cada colaborador. Quando vigora o trabalho remoto em exclusivo, as organizações precisam de concentrar os seus esforços em manter os seus colaboradores envolvidos e sentir-se parte da cultura da empresa.

 

4. “A Educação ao nível superior ainda é importante?”
Embora não haja dúvida de que o ensino superior oferece competências valiosas para toda a vida às pessoas, parece haver um crescente consenso na comunidade empresarial de que os canudos não são tão importantes para um líder do futuro como costumavam ser para os líderes seniores. Isto tem sido apoiado por muitos CEOs e empresários que têm sublinhado que o seu trabalho e a experiência têm sido mais importantes para os ajudar a chegar onde estão hoje do que a educação ao nível do ensino superior.

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No inquérito #CtheFuture2.0, 54% dos jovens pensam que os CEOs beneficiariam em ter formação ao nível do ensino superior.

 

5. “Foi difícil aceder ao mercado de trabalho durante a pandemia?”
A pandemia afectou mais os jovens do que outros grupos, nomeadamente ao nível do acesso a estágios, primeiro emprego ou outras experiências de trabalho. No entanto, surpreendentemente, mais de 50% dos inquiridos indicaram que conseguiram aceder a novas ou primeiras oportunidades de emprego durante a pandemia, independentemente de terem ou não formação ao nível do ensino superior.

Curiosamente, também, cerca de ¾ dos inquiridos disseram ter conseguido ganhar experiência de trabalho durante a pandemia. Isto sugere que muitas organizações conseguiram tornar-se mais ágeis e flexíveis durante a pandemia e adaptar-se à crise para manter as portas abertas a novos talentos.

 

6. “A flexibilidade de horário no trabalho é importante?”
A pandemia alterou o mundo laboral de inúmeras formas. Muitas organizações estavam a mudar para modelos de trabalho mais flexíveis antes da COVID-19. No entanto, no mundo pós-pandemia, 87% dos jovens querem flexibilidade de horários de trabalho que lhes permita alcançar um equilíbrio entre trabalho e vida privada. Se a flexibilidade de horário é altíssima, apenas 54% dos jovens acham desejável ou muito desejável terem contratos sem termo, com posições de carreira estáveis e a longo prazo.

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