Cerco aos despedimentos ilegais aperta: ACT vai ter mais ferramentas para os identificar

Margarida Lopes
13 de Abril 2020 | 16:38
Cerco aos despedimentos ilegais aperta: ACT vai ter mais ferramentas para os identificar

A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) vai passar a ter mais informação para identificar as situações de despedimentos ilegais, assegurou, esta segunda-feira, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. A notícia é avançada pela TSF.

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A Direcção-Geral do Emprego e Relações do Trabalho (DGERT) vai passar a comunicar à ACT e ao Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) os despedimentos colectivos de que tem conhecimento.

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O objectivo é que seja possível identificar rapidamente «todos os despedimentos colectivos com indícios de não estarem de acordo com a lei e que sejam sinalizados por denúncia de trabalhadores, sindicatos ou outros meios e reforçar os meios de acompanhamento dos trabalhadores alvo de despedimento colectivo».

A tutela recorda que «o Governo atribuiu à ACT o poder de notificar as empresas com processos de despedimento colectivo em que se verifique a existência de indícios de ilegalidade no processo».

«Caso não exista regularização pela empresa, mantém-se a obrigação de pagamento da retribuição aos trabalhadores até decisão judicial», acrescenta.

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«Com este reforço da informação, os serviços públicos ficam mais capacitados para agir no âmbito das suas competências. Será possível, desde logo, um acompanhamento mais ágil e próximo das pessoas em risco de ficar em situação de desemprego. E, sobretudo, a ACT terá mais um instrumento à sua disposição para, mais rapidamente e num maior número de casos, verificar indícios de ilegalidade em processos de despedimento colectivo», refere, em comunicado, Miguel Cabrita, secretário de Estado Adjunto, do Trabalho e da Formação Profissional.

A medida inclui todos os processos que deram entrada na DGERT a partir do dia 1 de Março, abrangendo os despedimentos ocorridos durante a pandemia da COVID-19.

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