Certificados de Aforro vão render mais em Abril. É o valor mais elevado desde 2025

Os Certificados de Aforro vão voltar a ficar mais atractivos em Abril. Quem subscrever a Série F, actualmente em comercialização, vai receber uma taxa de juro de 2,138%, um aumento de 12,6 pontos base face ao mês anterior, e o valor mais elevado desde Maio de 2025. É também a maior variação mensal em mais de dois anos.

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28 de Março 2026 | 10:00

De acordo com o Expresso, a subida marca uma inversão da tendência recente e é consequência da guerra do Médio Oriente, numa altura em que os mercados estão a prever um aumento dos juros do Banco Central Europeu (BCE), para lidar com o eventual pico na inflação, à boleia do aumento do preço do petróleo e do gás natural.

Depois de três meses consecutivos de descida, a taxa base destes produtos de poupança do Estado volta a ganhar fôlego, num movimento que acompanha a evolução da Euribor a três meses, o indexante que determina a remuneração dos Certificados de Aforro.

É preciso recuar a Fevereiro de 2023 para encontrar uma subida mensal mais acentuada. Na altura, a taxa base avançou 31 pontos base, para 3,4%, num contexto de forte aperto monetário por parte do Banco Central Europeu. Ainda assim, o valor agora atingido representa a melhor remuneração inicial dos últimos dez meses, aproximando-se dos níveis observados na primavera de 2025.

A publicação revela que a taxa de juro base dos Certificados de Aforro da Série F é revista mensalmente, sendo calculada com base na média aritmética da Euribor a três meses observada nos dez dias úteis anteriores ao antepenúltimo dia útil de cada mês. O valor é arredondado à terceira casa decimal e não pode ultrapassar os 2,5%, teto máximo definido pelo Estado, que o reduziu face aos 3,5% da Séie E.

A esta taxa base acrescem prémios de permanência que aumentam com o tempo: 0,25% entre o segundo e o quinto ano; 0,50% do sexto ao nono; 1% no décimo e décimo primeiro anos; 1,50% no décimo segundo e décimo terceiro; e 1,75% nos últimos dois anos. Os juros são capitalizados automaticamente de forma trimestral, já líquidos de IRS, e o resgate antecipado é possível após o primeiro vencimento de juros. O investimento mínimo é de 100, euros podendo cada aforrador aplicar até 100 mil euros nesta série.

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Os Certificados de Aforro captaram mais 291,2 milhões de euros em Fevereiro, marcando o 17.º mês seguido com subscrições líquidas positivas, de acordo com os dados do Banco de Portugal.

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