CFO ganharam mais uma função (crucial) com a pandemia, para além da gestão financeira das organizações

Os desafios da pandemia têm vindo a transformar as funções dos Chief Financial Officers (CFO) nas empresas. De acordo com um estudo da Accenture, para além da gestão financeira das organizações, os CFO desempenham hoje um papel complementar e crucial na criação de valor de negócio e no desenvolvimento de estratégias digitais.

 

Segundo a Accenture, quase três quartos (72%) dos executivos financeiros assumem um papel fundamental sobre a estratégia tecnológica mais apropriada para a sua empresa.

O relatório, que tem o nome de “CFO Now: Breakthrough Speed for Breakout Value”, constata que, além da pandemia, a digitalização, as mudanças na dinâmica do mercado e as alterações das expectativas do consumidor forçaram estes executivos a ampliar e a transformar as suas funções.

Actualmente, estão a ser desafiados a garantir a redução de riscos das suas empresas, tendo em conta não só o desempenho financeiro, mas também os compromissos definidos a nível ambiental, social, de governance e segurança.

Para Pedro Galhardas, Managing Director responsável pela área de Strategy & Consulting, na Accenture Portugal, “o papel dos CFO tem vindo a evoluir, cruzando a sua função com a de um “responsável digital”, cada vez mais focado na recolha e interpretação de dados que lhes possibilitam contribuir para uma estratégia global, e ter um campo de atuação bastante mais abrangente, que vai para além das suas funções financeiras tradicionais”.

O responsável aidanta ainda que os Chief Financial Officers da atualidade devem, sobretudo, acompanhar e participar nas estratégias das suas organizações “numa dinâmica de inovação, para que possam enfrentar os desafios derivados da pandemia, e também gerar valor através de potencial transversal a toda a empresa”.

O estudo identificou também que os CFO que assumem as suas novas funções com eficácia podem quase duplicar o EBITDA CAGR de uma empresa, de 3,8% para 6,9% nos próximos três anos, e aumentar a sua receita CAGR de 2,7% para 3,0%.

Pedro Galhardas assume, por último, que a gestão de uma empresa em fase de ruptura “pressupõe que os CFO devam expandir as suas responsabilidades para as áreas tecnológica e digital para ajudarem a colmatar as necessidades de toda a organização”.

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