Cibersegurança: há emprego mas faltam candidatos

Ana Rita Rebelo
20 de Março 2019 | 09:30
Cibersegurança: há emprego mas faltam candidatos

O valor médio dos salários nas profissões ligadas à cibersegurança em Portugal aumentaram entre 7% e 9% em 2018, revelam dados divulgados pela Spring Professional, do grupo Adecco.

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Com as empresas cada vez mais informatizadas, a guerra por especialistas em cibersegurança resultou num aumento salarial nesta área. «Sentimos que hoje, a atracção e retenção de talento de profissionais para este sector e com o nível de especialização requerido leva ao fenómeno natural do aumento das condições salariais oferecidas pelos empregadores», diz Catarina Carvalho, directora da Spring Professional Portugal.

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Mas isso não chega para encontrar quem ocupe as vagas anunciadas. A procura por talento é ainda muito superior ao número de candidatos, o que leva a que as empresas optem por contratar profissionais no mercado há menos de um ano. «Este aumento da procura vs a oferta em número de candidatos faz com que tendencialmente as organizações apostem em perfis recém licenciados, embora já com ofertas salariais acima do valor médio», nota.

A escassez de profissionais nesta área faz com que também seja cada vez mais usual a presença activa de grandes organizações em feiras e projectos nas diferentes universidades ligadas às novas tecnologias. O objectivo é «ampliar o interesse por parte dos alunos e potenciais candidatos e como forma de garantir que são escolhidos no futuro», de acordo com a Spring Professional.

Por outro lado, e apesar de a área de IT ser tradicionalmente dominada por homens, há cada vez mais empresas a incentivarem a presença feminina no setor. »Portugal está no topo da lista com a maior percentagem de mulheres formadas nas áreas de ciências, matemáticas e tecnologias do grupo (57%), muito à frente da média da OCDE (39%) e mesmo da vizinha Espanha (35%)», salienta Catarina Carvalho.

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