Cibersegurança no trabalho: 3 em 4 trabalhadores enfrentam ameaças na UE

Um inquérito Eurobarómetro revela que 75% dos trabalhadores na União Europeia sofreram ciberameaças, com o phishing a ser a mais frequente. Apesar da elevada consciência dos riscos, os hábitos de segurança no trabalho permanecem inconsistentes.

Human Resources
2 de Outubro 2026 | 09:40
Cibersegurança no trabalho: 3 em 4 trabalhadores enfrentam ameaças na UE

Três em cada quatro trabalhadores na União Europeia depararam-se com mensagens de correio electrónico, mensagens ou ligações suspeitas no local de trabalho, segundo o inquérito “Cybersecurity at the workplace: awareness and preparedness among employees”, do Eurobarómetro divulgado pela Comissão Europeia no início do Mês Europeu da Cibersegurança.

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O phishing foi identificado como a ameaça cibernética mais comum, com 39% dos profissionais a reportar mensagens fraudulentas ou sítios Web destinados a roubar dados ou obter acesso não autorizado. Outros riscos mencionados incluem tentativas de roubo de dados pessoais (18%), senhas (16%), ataques de malware (17%) e fraudes geradas por inteligência artificial (IA) (15%).

Apesar de 83% dos trabalhadores considerarem as consequências dos ataques cibernéticos graves, apenas 48% afirmaram ser capazes de reconhecer vídeos falsos gerados por IA. No total, só 18% declararam que as suas organizações não sofreram qualquer incidente cibernético, até onde sabem.

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A consciência não se reflecte na prática diária

Os trabalhadores reconhecem amplamente comportamentos de risco, sobretudo relativos ao phishing e à gestão de senhas. Entre os que utilizam sistemas digitais no trabalho, 76% consideram arriscado clicar numa ligação sem verificar o remetente, 74% apontam o perigo de usar a mesma palavra-passe para contas privadas e profissionais, e 69% referem o risco de partilhar informações profissionais nas redes sociais. A maioria sabe também da importância de denunciar emails suspeitos e instalar actualizações de software.

No entanto, esta consciência não se traduz sempre em hábitos seguros. Enquanto 72% dizem conseguir identificar emails suspeitos, apenas 54% verificam o remetente antes de abrir ligações e 50% bloqueiam sempre o computador ao deixar a estação de trabalho.

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Os hábitos básicos de ciber-higiene são comuns mas inconsistentes, variando com a idade dos trabalhadores. A sensibilização para os riscos aumenta com a idade, destacando a necessidade de formação específica para os mais jovens, especialmente aqueles entre os 15 e os 24 anos.

Formação e preparação insuficientes nas organizações

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Embora a maioria dos trabalhadores considere que as suas organizações são eficazes na protecção contra ciberataques, apenas cerca de metade dispõe de medidas essenciais de cibersegurança, e pouco mais de um quarto tem planos para as implementar.

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Seis em cada dez trabalhadores afirmaram ter recebido formação em cibersegurança no último ano, embora esta participação seja significativamente menor em organizações de menor dimensão. Ao mesmo tempo, 85% manifestaram interesse em melhorar as suas competências nesta área, sendo a falta de tempo a principal barreira para 26%.

Estes dados surgem num contexto em que a União Europeia está a aplicar regras de cibersegurança em sectores críticos, produtos conectados e serviços digitais, reforçando a protecção contra ameaças crescentes.

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