Cinco em cada oito empresas portuguesas antecipam crescimento de receitas

Margarida Lopes
4 de Junho 2025 | 17:20
Cinco em cada oito empresas portuguesas antecipam crescimento de receitas

Apesar de um optimismo mais moderado, Portugal acompanha a tendência europeia no crescimento de negócios, com 62,5% das empresas nacionais a anteciparem um aumento de receitas e 78% uma subida de lucros ao longo de 2025.  Estas são as principais conclusões do recente barómetro europeu da ERA Group, consultora especializada em optimização de custos e processos.

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De acordo com a sondagem, cinco em cada oito dos inquiridos está a enfrentar este novo contexto geopolítico com optimismo e confiança redobrada, vendo na gestão de custos uma ferramenta estratégica para impulsionar a resiliência, agilidade e competitividade do negócio. Os sectores do retalho e distribuição (95%), da construção (93%) e da manufatura (88%) destacam-se como os mais optimistas.

Tal como acontece em relação à generalidade das empresas europeias, que preveem um crescimento das receitas (73%) e nos lucros (93%), a análise efectuada pela consultora conclui que o panorama empresarial português tem perspectivas bastante positivas para este ano, que está a ser redesenhado pela resiliência, reinvenção e força regional.

Desta forma, em vez de medidas pontuais ou reactivas, os executivos estão a privilegiar uma abordagem estruturada, com foco na inovação e reinvestimento. O estudo indica ainda que 95% dos inquiridos afirmam estar a canalizar lucros para financiar a transformação interna, através da adoção de tecnologias como a Inteligência Artificial, da aposta em práticas mais sustentáveis e da reorganização das cadeias de abastecimento com foco na eficiência e proximidade geográfica.

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Por outro lado, a crescente instabilidade nas políticas comerciais internacionais é motivo de preocupação para mais de metade dos inquiridos. Ainda assim, o estudo mostra que, para muitas organizações, sobretudo de menor dimensão ou com cadeias logísticas mais locais, estas alterações representam uma oportunidade estratégica para uma readaptação do modelo de negócio, por meio de estratégias que lhes permitam reduzir a dependência de mercados externos e aumentar a agilidade operacional em contextos de incerteza global.

A aposta na formação e capacitação dos colaboradores, na diversificação de produtos e numa maior autonomia na gestão da cadeia de fornecimento reforça esta estratégia de adaptação ativa e revela uma mudança clara de mentalidade no tecido empresarial nacional. Entre as principais abordagens adoptadas estão a optimização das cadeias de abastecimento, a revisão do portfólio de produtos, a reestruturação do modelo operacional, e a melhoria nos serviços de atendimento ao cliente e nas áreas de vendas e marketing.

O estudo feito no âmbito da Gestão de Custos, oferece uma visão global de 1500 decisores empresariais de toda a Europa, a maioria de pequenas e médias empresas, sobre a evolução da estratégia empresarial, tendo em conta a persistente volatilidade dos custos, os desafios operacionais e as incertezas geopolíticas.

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