1. Flexibilidade e equilíbrio entre vida pessoal e profissional
A flexibilidade é um factor decisivo na atracção e retenção do talento jovem. Os Gen Zers querem decidir onde, quando e como trabalham, com o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional a constituir uma das condições mais valorizadas pelos jovens no mundo do trabalho. Neste sentido, modelos de trabalho híbridos podem ser uma estratégia eficaz para responder a esta aspiração, combinando a flexibilidade e autonomia dos modelos remotos, com a colaboração, interação e acompanhamento que esta geração também valoriza.
2. Inovação e aprendizagem contínua
Segundo o estudo Global Talent Barometer 2024 do ManpowerGroup, os trabalhadores da Geração Z são os mais propensos a concordar que o seu atual empregador oferece oportunidades adequadas para adquirir novas competências (76%). No entanto, são também os mais suscetíveis a afirmar que irão deixar a sua actual função nos próximos seis meses, de forma voluntária (47%).
Dada a vontade destes trabalhadores em acederem a oportunidades de desenvolvimento profissional, as empresas que investirem na aprendizagem contínua, através de programas de upskilling e reskilling, estarão mais bem posicionadas para desenvolver e fidelizar este talento, tornando os profissionais mais confiantes e motivados. É igualmente importante oferecer uma variedade de modalidades de desenvolvimento, adaptadas ao contexto dos profissionais, como por exemplo job shadowing ou rotações interfuncionais, programas de mentoria recíproca ou conteúdos de aprendizagem online de curta duração, curados a partir de fontes internas e externas reputadas.
3. Progressão na carreira
Para a Geração Z, uma trajectória profissional promissora é um fator altamente valorizado. Assim, e apesar de 63% dos trabalhadores desta geração revelarem confiança em relação às oportunidades de progressão na carreira, sendo mesmo a geração que mostra maior optimismo, é importante que as organizações possam mostrar uma trajectória clara de evolução. Nesse sentido, empresas que oferecerem planos de progressão claros e transparentes, com oportunidades reais de desenvolvimento, vão poder destacar-se no que diz respeito à atracção e à retenção do talento, indo ao encontro das expectativas dos profissionais.
4. Propósito e impacto
O papel das empresas na sociedade e as expectativas que os trabalhadores têm em relação a elas nunca foram tão grandes. Em particular, para os jovens da Geração Z, o sentimento de pertença e o propósito no seu trabalho são factores determinantes e reflectem-se directamente nos níveis de empenho e produtividade.
Apesar disso, o mesmo estudo do ManpowerGroup revela que os profissionais desta geração são os que menos sentem que o seu trabalho tem significado e propósito, o que aumenta a probabilidade de virem a abandonar voluntariamente as suas empresas. Face a esta realidade, é importante que as organizações possam desenvolver um propósito claro e genuíno, assente em valores que gerem impacto positivo para a sociedade, se quiserem atrair, desenvolver e fidelizar o talento jovem.
5. Apoio ao bem-estar físico e mental
Os trabalhadores da Geração Z tendem a ser mais abertos relativamente às suas dificuldades pessoais e desafios ao nível da saúde mental, esperando dos seus empregadores atenção e preocupação com eles enquanto indivíduos multifacetados. O bem-estar no trabalho é, assim, uma prioridade para esta geração, que, actualmente, está entre as que apresentam os níveis mais elevados de stress diário, com mais de 50% a declarar sofrer com este desafio, de acordo com o mesmo estudo.
Perante este cenário, é importante que as empresas apostem na promoção de políticas que priorizem a saúde mental dos colaboradores, invistam em programas de apoio psicológico e formem os seus líderes em comunicação empática, capacitando-os para suportar e acompanhar os trabalhadores desta geração.














