Cinco tendências para mundo do trabalho. E como pô-las em prática para não perder terreno

A antecipar o lançamento do Global Talent Competitiviness Index 2020, que tem lugar no próximo dia 22 de Janeiro, na cimeira de Davos, na Suiça, a Adecco, destaca as cinco tendências do mundo de trabalho, já evidentes em 2020 e alguns conselhos sobre como actuar para as tornar realidade na sua empresa.

 

1. Era da economia GIG
Uma nova lei na Califórnia limita a capacidade das empresas em classificar os trabalhadores como liberais. Este “movimento” é direccionado para as empresas que, segundo os críticos, atribuem aos seus trabalhadores liberais as responsabilidades de horário fixo, por exemplo, sem, contudo, lhes oferecer os benefícios correspondentes a trabalhadores permanentes, como os subsídios por doença ou de férias. No entanto, é provável que a nova lei tenha consequências, como um maior número de empresas simplesmente a prescindirem de trabalhar com freelancers a favor de um número menor de colaboradores em período integral ou concentrando os seus esforços desloncando-se para outros mercados. Enquanto isso, a economia GIG ( universo de trabalho freelancer) continua a crescer, sugerindo que clientes, trabalhadores e empresas estão empenhados na mesma.

Dica: Em vez de restrições rígidas, é melhor concentrarmo-nos em regulamentações inteligentes que fazem a economia GIG funcionar para todos os envolvidos.

 

2. Aumentar as competências dos trabalhadores (jovens e idosos) deve ser uma prioridade
A natureza do trabalho está a mudar e foram muitas as mudanças na última década. O ritmo da mudança é tal que devemos concentrar-nos em dotar os trabalhadores de todas as idades com as competências que precisam para se adaptar à mudança.

Dica: Conheça o futuro e faça de 2020 o ano de lançamento de formações para os seus colaboradores.

 

3. Automação, mudança climática, Inteligência Artificial (IA)
Alguns países têm mudado os seus sistemas de ensino para preparar os estudantes para empregos do futuro. E as universidades estão a adaptar os seus cursos para responder às necessidades «de uma sociedade em mudança», concentrando-se em tendências como a mudança climática, a ciência de dados e a segurança cibernética. Além disso, as universidades devem preparar os alunos para alguns empregos que ainda não existem, e o foco deve estar em competências sociais, como o pensamento crítico e a resolução de problemas.

Dica: O futuro favorece a mente preparada. Investir em aprender novas competências, sejam digitais ou soft skills, fará com que seja mais competitivo.

 

4. O primeiro-ministro finlandês sugeriu uma semana de trabalho de quatro dias ou dias de seis horas
Falando da Finlândia, foi amplamente divulgado que Sanna Marin, a primeira-ministra finlandesa, planeia introduzir uma semana de trabalho de quatro dias. Isso não é muito preciso, como o governo finlandês mais tarde deixou claro. Os relatórios foram baseados em observações feitas por Sanna Marin antes de assumir o cargo, sugerindo que o futuro poderá ter dias úteis mais curtos ou uma semana útil mais curta. Seja um plano ou não, as evidências sugerem que dias úteis mais curtos aumentam a produtividade. Como John Brandon escreve na Inc, o dia útil de oito horas é um remanescente do trabalho em turnos da era industrial. No entanto, há uma desvantagem importante na semana de quatro dias, cortar a semana de trabalho pode significar menos tempo para o desenvolvimento da carreira a longo prazo, dizem também os especialistas em gestão.

Dica: Trabalhar menos e ter mais tempo pessoal parece óptimo, mas todas as moedas têm dois lados, por isso considere todas as consequências antes de redesenhar a sua vida profissional.

 

5. Aprimore os altos níveis de qualificação: a resolução obrigatória de ano novo para as empresas
A transformação digital depende de aperfeiçoar e capacitar novamente os colaboradores, não adquirindo talentos caros fora da empresa. Mas as pessoas que lideram a transformação estão qualificadas para realizar a qualificação? É por isso essencial enfatizar a importância de formar os seus especialistas e mantê-los actualizados.

Dica: Treine bem os seus formadores e eles cuidarão dos seus colaboradores, que cuidarão dos seus negócios.

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