O Ministério das Finanças anunciou que o défice orçamental de 2020 ficará abaixo dos 7,3% do produto interno bruto (PIB) previstos pelo Governo. A CIP – Confederação Empresarial de Portugal considera que estes dados confirmam o esforço de manutenção de emprego feito pelas empresas.
«Os dados divulgados na execução orçamental de Dezembro indicam ainda que o melhor desempenho foi também alcançado através da realização de despesa pública abaixo do previsto e confirmam que o esforço de manutenção de emprego feito pelas empresas foi muito além do esperado, contribuindo para o melhor comportamento da receita fiscal e contributiva, bastante superior ao previsto, designadamente no que se refere à receita de IRS e IRC e também das contribuições para a Segurança Social», refere a CIP em comunicado.
No mesmo comunicado, a CIP defende que os dados «confirmam a justeza e a coerência de a CIP ter, desde o início, apontado como objectivo comum a necessidade de defender ao máximo o emprego e as empresas, porque são elas que o criam e sustentam, atenuando, assim, os efeitos destrutivos da crise económica e social».
A confederação considera ainda que «este não é um momento para reduzir a intervenção do Estado, como a execução da despesa sugere estar a acontecer. A actividade económica é fundamental para manter a coesão social de Portugal, além de contribuir para a segurar as finanças públicas. Neste sentido, à semelhança do que está a acontecer noutros países europeus, o Governo não pode hesitar em investir na recuperação económica e no apoio às empresas».
Para concluir, a CIP defender a massificação da testagem rápida para a rápida identificação e isolamento dos casos positivos. «Os custos económicos e sociais desta paragem têm de ser evitados de forma inteligente. Não há tempo a perder».














