Cofundador do ChatGPT preocupado: «Não sabíamos o que tínhamos criado»

Apesar do rápido crescimento nos últimos tempos, a OpenAI, criadora do ChatGPT, enfrenta alguma instabilidade interna e nem os seus fundadores concordam sobre a direcção que a empresa deve tomar, revela o El economista.

 

Ilya Sutskever, um dos fundadores da OpenAI, deixou a empresa há alguns meses devido a desentendimentos com o conselho de administração, para criar o seu próprio negócio, focado na cibersegurança, que recentemente atraiu um investimento de mil milhões de dólares.

Cada vez mais especialistas alertam que a IA é um perigo, e não do ponto de vista da eliminação de empregos, mas porque vai chegar a um ponto em que será consciente e, a partir daí, não saberemos nem seremos capazes de a controlar. Esta preocupação é cada vez mais expressa por pessoas que trabalharam neste sector, como Ilya Sutskever, que afirmou recentemente: «não sabíamos o que tínhamos criado», referindo-se à IA.

Embora sempre tenha defendido que «a IA é boa, porque será capaz de resolver todos os problemas que temos hoje», não se esquece dos perigos associados ao rápido desenvolvimento desta tecnologia. «Penso que uma boa analogia poderá ser a forma como os humanos tratam os animais. Não é que odiemos os animais, mas quando se trata de construir uma auto-estrada para ligar duas cidades, não lhes pedimos autorização. Só o fazemos porque é importante para nós», explicou o especialista.

«A relação entre nós e a IA será semelhante. Vão tratar-nos como animais, não por malícia, mas por indiferença utilitária», conclui. E, pela primeira vez na história, os humanos terão diante de si “seres” mais inteligentes, algo que mudará o mundo como o conhecemos e será importante estabelecer limites e controlos para que isso não se descontrole.

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