Coimbra integra novo projecto europeu para desenvolver materiais recicláveis inovadores

Human Resources com Lusa
7 de Setembro 2022 | 18:40

A Universidade de Coimbra (UC) é um dos principais parceiros de um projecto científico europeu, recentemente lançado, que visa desenvolver materiais recicláveis inovadores para componentes-chave em áreas diversas.

 

De acordo com uma nota de imprensa hoje enviada à agência Lusa, a plataforma, intitulada ReMade@ARI, reúne 40 parceiros (incluindo o Centro de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra – FCTUC, através do LaserLab Coimbra), é liderado pelo centro alemão Helmholtz-Zentrum Dresden-Rossendorf e tem um orçamento global de 13,8 milhões de euros, financiado pela União Europeia (UE).

Citado no comunicado, Rui Fausto, um dos coordenadores do projecto em Portugal e professor catedrático no Departamento de Química da FCTUC, explicou que a nova plataforma «vai oferecer aos cientistas um serviço completo, colaborando com eles de perto para identificar as propriedades relevantes a serem analisadas, de modo a desenvolver o material ideal para uma finalidade específica». «As infraestruturas de pesquisa mais adequadas para medir essas propriedades serão identificadas entre o conjunto de instalações únicas da Europa que integram o consórcio», frisou Rui Fausto.

Segundo o consórcio promotor do projecto, com o objectivo de promover uma abordagem abrangente da produção e produtos sustentáveis, a ReMade@ARI visa «alavancar o desenvolvimento de materiais inovadores e sustentáveis para componentes-chave nos mais diversos sectores, como o de materiais electrónicos, baterias, veículos, construção, embalagens, plásticos, têxteis e alimentos, a um nível sem precedentes».

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«Para responder ao desafio de criar novos materiais que sejam funcionalmente competitivos e altamente recicláveis, será aproveitado o potencial de mais de 50 infraestruturas de investigação analítica da rede europeia ARIE», acrescentou.

O consórcio europeu deu o exemplo do que sucede num supermercado, em que as frutas e legumes «são frequentemente embalados em plásticos para prolongar a sua vida útil», contrapondo que, no futuro, «os materiais de base biológica derivados da madeira poderão constituir uma alternativa sustentável».

De acordo com o consórcio científico, é aqui que a nova plataforma entra em acção: «A investigação que leva ao desenvolvimento de novos materiais sofisticados depende crucialmente do acesso às infraestruturas de investigação europeias de classe mundial», unidas na ReMade@ARI.

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«Fornecemos aos cientistas, que estão a trabalhar em projectos de desenvolvimento de novos materiais recicláveis, ferramentas analíticas que lhes permitem explorar as propriedades e a estrutura dos seus materiais ao mínimo detalhe, incluindo resolução atómica», explicou, também citado no comunicado, Stefan Facsko, coordenador científico do projecto.

«Isso requer a exploração dos mais diversos métodos analíticos, envolvendo combinações apropriadas de fotões, electrões, neutrões, iões, positrões e campos magnéticos muito elevados», enfatizou.

Assim, qualquer cientista, «com ligações quer à academia quer à indústria, que trabalhe em novos materiais recicláveis», pode entrar em contacto com o consórcio. «Será dada especial atenção aos cientistas que trabalhem em domínios de investigação em que o potencial das infraestruturas de investigação ainda não foi explorado».

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