Colaboradores em teletrabalho têm de ir à empresa de dois em dois meses

Human Resources com Lusa
3 de Novembro 2021 | 15:59

Os empregadores vão passar a ter de promover contactos presenciais entre os trabalhadores em regime de teletrabalho e as chefias com intervalos não superiores a dois meses, segundo alterações aprovadas hoje no parlamento à lei laboral.

Segundo uma proposta do PS aprovada hoje, de forma indiciária, no grupo de trabalho criado para discutir a regulamentação do teletrabalho, a prática do teletrabalho implica, para o empregador, vários deveres especiais.

Entre eles, «diligenciar no sentido da redução do isolamento do trabalhador, promovendo, com a periodicidade estabelecida no acordo de teletrabalho, ou, em caso de omissão, com intervalos não superiores a dois meses, contactos presenciais dele com as chefias e demais trabalhadores», pode ler-se na proposta.

O mesmo artigo define que o empregador deve abster-se de contactar o teletrabalhador no período de desligamento, «ressalvadas as situações de força maior».

O empregador tem ainda como dever especial «consultar, por escrito, o trabalhador antes de introduzir mudanças nos equipamentos e sistemas utilizados na prestação de trabalho, nas funções atribuídas ou em qualquer característica da atividade contratada» e «fornecer ao trabalhador a formação de que este careça para o uso adequado e produtivo dos concretos equipamentos e sistemas que serão utilizados no teletrabalho».

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Por sua vez, foi chumbada a proposta do BE que previa a obrigatoriedade de «fornecer às estruturas de representação colectiva dos trabalhadores os contactos necessários e adequados do trabalhador em regime de teletrabalho».

As propostas aprovadas no grupo de trabalho terão ainda de ser ratificadas pela Comissão do Trabalho e Segurança Social, numa reunião que deverá ocorrer ainda hoje, para serem votadas em plenário, em votação final global, o que deverá acontecer na sexta-feira.

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