Novos dados mostram que, devido ao fraco apoio dos empregadores, os trabalhadores estão a assumir os custos da sua formação, ou mesmo a abandonar os seus objectivos de desenvolvimento pessoal, reporta a Inc.
Um crescente fosso de competências no mercado de trabalho norte-americano tem levado os trabalhadores a procurarem cada vez mais formação e apoio dos empregadores para desenvolverem as suas carreiras. É preocupante, principalmente com a crescente importância da IA em muitos ambientes de trabalho, que, quando as empresas não oferecem estas oportunidades, muitas pessoas suportem estes custos sozinhas ou abandonem os seus planos de desenvolvimento pessoal.
Estudos recentes mostram que um número crescente de colaboradores — especialmente da Geração Z e Millennials — prioriza o aperfeiçoamento das suas competências e conhecimentos em detrimento da ascensão na carreira ou mesmo do salário. Mas, com quase dois terços dos trabalhadores a afirmarem que não recebem apoio suficiente dos empregadores para alcançar estes objectivos, muitos inquiridos dizem também que estão a desistir destas ambições. Mais de um terço revela que planeia deixar o seu emprego para assumir posições que ofereçam melhores oportunidades de crescimento — e maior apoio por parte da empresa.
Outros trabalhadores estão a seguir um caminho diferente. De acordo com novos dados da Harris Poll encomendados pela Universidade de Phoenix, 55% dos mais de 2.000 trabalhadores inquiridos afirmam ter pago pela educação ou formação para melhorar o seu desempenho no trabalho. Um quarto destes inquiridos finaciou repetidamente cursos que os seus empregadores não cobriram.
Mas, devido aos custos frequentemente elevados destes cursos, especialmente os universitários, 72% dos inquiridos dizem ter desistido dos planos para melhorar o seu desempenho por falta de apoio do empregador. Os principais motivos incluem custos proibitivos e conflitos de horário que não podem ser resolvidos alterando o horário de trabalho.
Dados recentes do inquérito indicam que mais de metade das empresas afirma não ter recursos financeiros ou internos para investir em formação adicional para os seus colaboradores — mesmo com mais de dois terços dos empregadores a referirem a adopção e utilização de inteligência artificial como uma prioridade. Estes recursos limitados fizeram com que o número de empresas que classificam o apoio à formação e ao desenvolvimento profissional dos colaboradores como prioridade máxima caísse de 12% em 2024 para 5% este ano, segundo um estudo do HR Dive.
Ao mesmo tempo, a vontade dos colaboradores de aprender novas competências para melhorar o seu desempenho no trabalho continua a aumwntar — assim como a sua determinação em desenvolvê-las de uma forma ou de outra. Cerca de 90% dos inquiridos no inquérito da Universidade de Phoenix referiram dedicar tempo ao desenvolvimento de novas competências ou capacidades profissionais, sendo que 19% afirmam gastar mais de 20 horas por mês.
Entretanto, um novo relatório do site de emprego Indeed afirmou que, mesmo numa era em que os diplomas universitários estão a perder valor como critério de contratação em favor das competências e experiência profissional, um número crescente de pessoas continua a procurar oportunidades de aprendizagem e formação.
Embora parte desta actividade ainda esteja focada nos cursos universitários, muitos outros trabalhadores estão a melhorar através de formação profissional adicional, aprendendo competências específicas — especialmente em relação à utilização da IA.













