Com a reforma dos Baby Boomers e da Geração X, o trabalho remoto regressará em força, comprova novo estudo

Human Resources com Lusa
24 de Fevereiro 2026 | 10:10
Com a reforma dos Baby Boomers e da Geração X, o trabalho remoto regressará em força, comprova novo estudo

Sente falta do trabalho remoto? Daqui a uma ou duas décadas, estará de volta à normalidade. Isto porque, embora pareça que os líderes Baby Boomers e Geração X estão a ganhar a batalha do regresso ao escritório, novos dados sugerem que não ganharão a guerra, noticia a Fortune.

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O National Bureau of Economic Research (NBER) descobriu que os líderes Millennials e da Geração Z são muito mais propensos a permitir que os seus colaboradores trabalhem remotamente do que os seus homólogos mais velhos e que é apenas uma questão de tempo até assumirem o controlo, e implementando definitivamente a flexibilidade.

Os investigadores acompanharam inquéritos mensais a 8000 trabalhadores norte-americanos dos 20 aos 64 anos ao longo de 2025 e concluíram que, quando se trata de trabalho flexível, duas coisas são consistentemente verdadeiras.

«Em primeiro lugar, os colaboradores trabalham a partir de casa com mais frequência em empresas mais jovens — quase o dobro em empresas fundadas após 2015 em comparação com as fundadas antes de 1990. Segundo, os colaboradores trabalham em casa com mais frequência em empresas com CEO mais jovens.»

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De facto, os dados mostram que, à medida que os CEO se tornam mais jovens, o número de dias em que exigem que a equipa trabalhe no escritório diminui, sendo que aqueles que trabalham sob a liderança de um CEO na casa dos vinte anos são os que mais trabalham a partir de casa.

Assim, à medida que os líderes mais experientes se reformam, os cinco dias de trabalho presencial por semana provavelmente chegarão ao fim.

Os líderes da Geração Z não são apenas mais flexíveis, são também mais digitais. Os investigadores encontraram uma clara correlação entre os CEO mais jovens e as empresas que priorizam a flexibilidade e o digital, sendo que os líderes que adoptam o trabalho remoto também têm maior probabilidade de adoptar novas tecnologias e abordagens baseadas em software para gerir as equipas.

As empresas que priorizam a presença física em vez do trabalho remoto e orientado pela IA correm o risco de ficar para trás da concorrência.

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«Esqueçam onde as pessoas trabalham. A adopção da tecnologia na sua totalidade, que inclui trabalho flexível, flexibilidade de localização, elevado nível de tecnologia, a utilização da tecnologia para extrair mais das pessoas. Estas serão as empresas vencedoras, porque se concentram nas pessoas», disse Mark Dixon, CEO e fundador do International Workplace Group (IWG).

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