Com Plano de Recuperação e Resiliência o Estado prevê ajudar, pelo menos, 1300 empresas

Human Resources
25 de Maio 2021 | 10:00

O Estado vai ajudar a capitalizar pelo menos 1300 empresas com verbas provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O documento entregue a Bruxelas e à espera de aprovação destina 1300 milhões de euros para a capitalização. O valor médio do auxílio à capitalização poderá situar-se em torno de um milhão de euros por empresa, adianta o Publico.

O valor, diz o Ministério da Economia à publicação, «é meramente indicativo», sendo estimado «com base nas contas apresentadas pelas empresas», nomeadamente aquelas que recorreram às linhas de crédito com garantia de Estado durante a pandemia.

«Muitas empresas, nomeadamente de pequena dimensão, terão necessidades de capitais, à partida, muito inferiores», do que aquele valor médio de um milhão de euros, o que significa que o número final pode ser superior. Porém, «um número indicativo de, pelo menos, 1300 empresas é a referência para a vertente mais estratégica da medida de capitalização», diz o gabinete do ministro Pedro Siza Vieira, ao Público.

«As metas negociadas com Bruxelas prendem-se com um objectivo mínimo que deve ser cumprido, para medidas específicas de quase-capital e capital, de capitalização estratégica ou de apoio a investimento, nomeadamente em parceria com operadores de mercado relevantes», acrescenta o ministério, frisando que a resposta nacional ao problema de financiamento e capitalização da economia não se esgota na medida de capitalização prevista no PRR.

Segundo o INE, o país registava 1.335.006 empresas em 2019, das quais 99,9% são pequenas ou médias e apenas 0,1% (1291) estavam classificadas como grandes. Do universo total, 887.735 eram empresas individuais (66,5% do total) e 447.371 eram sociedades (33,5%). As empresas não financeiras, que são as que têm lidado com custos de financiamento superiores aos suportados pelas concorrentes da restante zona euro, representavam cerca de 98% do emprego, cerca de 94% do volume de negócios e 91% do valor acrescentado bruto.

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Em termos de apoio covid, ao longo do último ano estiveram no lay-off simplificado 115 mil empresas na primeira vaga e cerca de 61 mil na segunda vaga. Em número absoluto, as empresas mais pequenas estavam em maioria, mas em proporção das existentes, as grandes empresas beneficiaram mais deste apoio do que as microempresas ou PME.

De acordo com a publicação, valor de referência de 1300 empresas com apoio estatal à capitalização estratégica, apontado no PRR, equivale portanto a 0,09% das empresas registadas em Portugal, ou pouco mais de 0,7% das que estiveram no lay-off simplificado.

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