
Com prejuízo de 20 milhões no segundo trimestre, empresas de eventos criam associação
Mais de uma centena de organizações, que representam uma facturação superior a 100 milhões de euros em 2019, uniram-se para criar a Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos (APSTE). O movimento surge na sequência do forte impacto negativo que a COVID-19 teve no sector dos eventos em Portugal e tem como principal objectivo contribuir para a definição e regulamentação da prestação de serviços do sector.
«Devido ao cancelamento e adiamento de milhares de eventos em Portugal, o sector teve prejuízos de mais de 20 milhões de euros no segundo trimestre de 2020», afirma Pedro Magalhães, presidente da APSTE.
As empresas associadas da APSTE representam mais de mil de postos de trabalho directos e cerca de 3000 indirectos, entre os quais técnicos de som, de iluminação, de vídeo e outros profissionais.
De acordo com um inquérito realizado pela APSTE durante o mês de maio, 93% das empresas associadas não efectuaram despedimentos até à data, mas 60% recorreram ao lay-off. O mesmo estudo revela que 56% das empresas não têm liquidez para pagar os salários nos meses de Julho, Agosto e Setembro.
«A crise que está actualmente a afectar o sector dos eventos, decorrente do contexto de pandemia, veio demonstrar a urgência de as empresas juntarem esforços para viabilizarem a sua actividade e manterem os postos de trabalho», acrescenta o presidente da associação, sublinhando «a importância da consolidação do sector dos eventos, para garantir que as nossas empresas continuam a contribuir para o crescimento da economia nacional».
A APSTE tem como objectivo trabalhar activamente para a regulamentação do sector e para apoiar o desenvolvimento das empresas de serviços técnicos para eventos, através da criação de legislação especifica, promoção da certificação e aperfeiçoamento dos recursos humanos.