Com que sonham os portugueses? Estudo mundial revela conclusões (no mínimo) surpreendentes

A Klarna, serviço de banca de retalho, pagamentos e compras a nível global, realizou um inquérito junto de 20 mil pessoas em todo o mundo, com o objectivo de apurar com o que mais sonham os consumidores e os resultados são surpreendentes.

As viagens estão no topo dos sonhos dos portugueses, com 82% dos inquiridos locais a ter referido a visita a novos ou distantes locais como os sonhos mais comuns, em contraste, apenas 9% dos portugueses refere sonhar em tornar-se um influencer, percentagem que sobre para 26% quando se trata dos inquiridos no Canadá.

Com homens e mulheres a terem, em média, a mesma quantidade de sonhos nocturnos por ano (119), as mulheres sonham acordadas mais 13% do que os homens ao longo de um ano. Quando dividido por faixas etárias, é notório que, quanto mais jovem for, maior é a probabilidade para a existência de sonhos com algo que realmente acontece mais tarde, enquanto os sonhos lúcidos e recorrentes parecem ser consistentes ao longo das gerações.

De forma global, os Gen Z’ers são duas vezes mais propensos a ter sonhos de cura de doenças (+145%) e proféticos (+123%) do que os Baby Boomers. Analisando a realidade local, o tipo de sonho mais comum dos portugueses são os lúcidos (50%), seguindo-se os sonhos recorrentes (43%), proféticos (24%) e, por fim, de cura de doenças(15%).

No que se refere ao tema do sonho, os resultados do inquérito apontam para a exploração da natureza ou viagens até lugares distantes como os mais comuns, com uma em cada cinco pessoas a ter sonhado com uma visita ao espaço. De forma geral, as mulheres sonham com mais frequência em explorar a natureza e em visitar lugares distantes na Terra. Em contraste, os homens sonham com maior frequência numa viagem até ao espaço, as diferenças são mais significativas entre gerações do que entre géneros.

No que toca aos valores e interesses, os Gen Z’ers e Millennials são mais propensos em sonhar que se despedem dos seus empregos para perseguir paixões ou transformar hobbies em carreiras. O único sonho consistente a todas as gerações é o de viajar ou/e ir de férias.

Quando questionados sobre os sonhos mais comuns com outra identidade, os portugueses afirmam sonhar ser um super-herói (25%), uma celebridade (24%) ou alguém conhecido (14%), com apenas 5% a sonhar transformar-se num extraterrestre. Adicionalmente, os portugueses são cerca de dez vezes mais propensos a sonhar em ser um super-herói do que um vilão, enquanto na Finlândia e na Polónia sonham em ser um vilão quase tanto como em ser o herói.

Passando do sentido literal do sonho para o figurativo, a Klarna apurou também neste inquérito global o que consumidores de todo o mundo consideram ser uma “compra de sonhos”. O que desencadeia uma compra dos sonhos? Em alguns países, até dois terços das pessoas têm uma compra ideal que gostariam de adquirir. E cerca de metade afirma existir um evento específico que desencadearia uma compra dos sonhos. Essa ocasião varia entre países e gerações, mas o motivo mais comum parece ser a mudança para uma nova casa (36% no caso dos portugueses).

A compra de sonhos poderá ser algo que resolve uma necessidade específica ou abre portas a novas oportunidades de vida e é consistente ao longo das gerações. No entanto, as gerações mais jovens são mais propensas a considerar as compras de sonhos como algo para apoiar os seus hobbies ou que tem um valor emocional. Para os portugueses, a compra de sonhos é algo que abre portas a novas oportunidades (45%), que resolve uma necessidade particular (44%), que tem um valor emocional (33%), ou relacionado com os hobbies (23%).

A nível global, o principal obstáculo para a compra de sonhos é o seu custo (62%), motivo também apontado por 68% dos portugueses. No que toca ao tempo médio em que as pessoas estão dispostas a esperar por um desconto para a compra dos seus sonhos é de 134 dias, ou cerca de quatro-cinco meses. Paralelamente, 26% das pessoas estão dispostas a esperar o tempo que for necessário, enquanto 13% dizem que não vão esperar por um desconto.

O género, mais do que a idade, parece ter maior impacto quando se trata de ser paciente para a realização de um bom negócio: as mulheres (29%) estão mais dispostas a esperar o tempo que for necessário em comparação com os homens (22%).

Os hobbies encontram-se entre os itens que as pessoas procuram atualizar ou substituir com mais frequência. De forma geral, 24% dos inquiridos procura fazê-lo com algumas actividades (como fazer música ou aprender um novo instrumento), percentagem que sobe para 46% quando se trata dos inquiridos portugueses em particular.

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