Comissão Europeia coloca Portugal no grupo dos «fortemente inovadores» em 2020

O investimento das empresas portuguesas em Investigação e Desenvolvimento (I&D) cresceu cerca de 50% em 2019 e fixou-se nos 1.168 milhões de euros, anunciou o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES).

 

«A despesa em I&D declarada pelas empresas durante o ano fiscal de 2019 aumentou significativamente, passando de 782 milhões de euros em 2018 para 1.168 milhões de euros em 2019, o que corresponde a um crescimento de cerca de 50%», lê-se no comunicado emitido pelo ministério liderado por Manuel Heitor.

A acompanhar a subida do investimento, as candidaturas ao Sistema de Incentivos Fiscais à Investigação e Desenvolvimento Empresarial (SIFIDE) foram o ano passado de 2.316, um crescimento de 47% face ao período homólogo de 2018.

As candidaturas submetidas ao SIFIDE até 31 de Julho, incluem 6.470 projectos de investigação e desenvolvimento, com um aumento nos «investimentos associados a fundos de apoio à I&D», que passaram dos 78 milhões de euros, em 2018, para os 221 milhões o ano passado, acrescenta-se na nota à imprensa.

Responsável por apurar e validar as candidaturas, a Agência Nacional de Inovação aprovou, no ano fiscal de 2018, «96% dos projectos candidatos ao crédito», correspondentes a «642,1 milhões de euros de investimentos em I&D (75% do valor declarado pelas empresas nas candidaturas)», tendo sido feita a devolução de 331,3 milhões em incentivos fiscais (51,6% do valor).

O MCTES refere ainda que os dados confirmam o «dinamismo das empresas nacionais» e o «reforço do investimento empresarial em I&D», reconhecido pela Comissão Europeia, que considerou Portugal o 12.º país mais inovador entre os 27 Estados-membros da União Europeia e colocou o país no grupo dos «fortemente inovadores» em 2020, pela primeira vez.

Desde 2006, o Estado já atribuiu 2.348,8 milhões de euros em benefícios fiscais a 3.193 empresas.

Segundo o comunicado, os apoios do SIFIDE incluem «a contratação de investigadores e a aquisição de novos conhecimentos científicos ou técnicos», assim como «a exploração de resultados de trabalhos de investigação ou de outros conhecimentos científicos ou técnicos», com o propósito de «desenvolver ou melhorar substancialmente» produtos, serviços ou processos de fabrico.

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