Comissão Europeia dá ‘luz verde’ a novos scanners nos aeroportos. Adeus às regras dos líquidos e dispositivos electrónicos

Margarida Lopes
3 de Agosto 2025 | 18:00
Comissão Europeia dá ‘luz verde’ a novos scanners nos aeroportos. Adeus às regras dos líquidos e dispositivos electrónicos

A Comissão Europeia anunciou ter dado luz verde à instalação de scanners nos aeroportos da União Europeia que permitem aos passageiros transportar líquidos com mais de 100 mililitros (ml) e não ter de retirar dispositivos electrónicos da bagagem.

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«Recebemos a avaliação da Conferência Europeia da Aviação Civil e demos o selo europeu, com base na sua avaliação, a esta primeira configuração de scanners aeroportuários que permite aos passageiros trazer a bordo estas embalagens maiores de líquidos», disse a porta-voz da Comissão Europeia para os transportes, Anna-Kaisa Itkonen.

Falando na conferência de imprensa diária da instituição, em Bruxelas, a responsável confirmou que a aprovação da Comissão Europeia “já foi dada” para que tais equipamentos operem na União Europeia (UE).

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«As medidas práticas não são da responsabilidade dos aeroportos. Actualmente, esta tecnologia que foi aprovada diz respeito a 700 scanners localizados em 21 Estados-membros», indicou a porta-voz sem especificar.

Contudo, Anna-Kaisa Itkonen alertou: «Isto não significa que agora todos os passageiros em toda a União Europeia possam levar consigo embalagens maiores de líquidos. A responsabilidade de informar os passageiros continua a ser de cada aeroporto e estes têm de informar cabalmente os passageiros se estão a utilizar esta tecnologia de ponta ou se não a estão a utilizar».

A ‘luz verde’ surge depois de, no passado, o executivo comunitário ter proibido tal tecnologia, alegando que os equipamentos apresentavam problemas técnicos, mas autorizou-os agora, após a Conferência Europeia da Aviação Civil os ter recomendado.

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O objectivo destes scanners é acelerar os controlos de segurança, uma vez que os passageiros não terão de retirar os computadores portáteis e os líquidos da bagagem de mão.

Estes limites começaram a ser utilizados após os atentados de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos e depois de vários atentados falhados em voos transatlânticos em 2006.

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Em 2006, a Comissão Europeia adoptou regras adicionais em matéria de segurança da aviação, restringindo o transporte de líquidos, aerossóis e géis pelos passageiros.

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