Como a busca por aprovação afecta a eficácia da liderança

A maioria dos líderes preocupa-se, pelo menos até certo ponto, em ser apreciada. Em geral, as pessoas respondem melhor a líderes acessíveis do que àqueles que se escondem atrás da autoridade. O problema começa quando ser apreciado deixa de ser uma consequência de uma boa liderança e passa a ser algo cuidadosamente gerido pelo próprio líder. A Forbes explica.

Human Resources
17 de Agosto 2026 | 16:00
Como a busca por aprovação afecta a eficácia da liderança

O feedback é suavizado até perder a sua eficácia. Os padrões tornam-se flexíveis de formas que ninguém chega a identificar claramente. As conversas difíceis são adiadas, porque desiludir, gerar desconforto ou criar algum distanciamento parecem ter um custo demasiado elevado. Segundo a publicação, é neste ponto que a procura por aprovação se torna perigosa.

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No início, raramente se manifesta como uma forma de evasão. Surge, com maior frequência, sob a aparência de gentileza, flexibilidade ou inteligência emocional. Mas, dentro da equipa, as pessoas acabam por perceber que a responsabilização depende do estado de espírito, da relação e das circunstâncias. O líder pode ser afável e o ambiente pode parecer agradável, mas os padrões tornam-se cada vez mais difíceis de compreender.

A liderança é uma função socialmente exposta. Cada decisão gera uma reacção. Alguém vai ficar satisfeito, alguém vai ficar desiludido e alguém vai avaliar, em silêncio, se o líder lidou bem com a situação. Para líderes particularmente sensíveis à aprovação dos outros, esta avaliação constante pode tornar-se difícil de suportar. Começam, então, a gerir a percepção que os outros têm deles tanto quanto gerem as necessidades da equipa.

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A publicação revela ainda que isto é também, em parte, uma questão de gestão da imagem. Os líderes não se limitam a tomar decisões, gerem também a imagem que projectam de si próprios como pessoas justas, compreensivas e razoáveis. Nada disso é, por si só, negativo. O problema começa quando o desejo de ser visto de forma positiva se sobrepõe à disponibilidade para comunicar com clareza.

O custo oculto de líderes que precisam de ser gostados não está em serem “demasiado bons”. Está no facto de essa necessidade de aprovação os poder tornar menos honestos, menos consistentes e menos justos. Podem criar um ambiente agradável, mas ser agradável não é o mesmo que liderar.

As equipas não precisam de líderes indiferentes aos sentimentos das pessoas. Precisam de líderes que se importem o suficiente para serem claros. A responsabilização não é o oposto da gentileza. Em equipas saudáveis, é uma das suas formas de expressão. Mas melhores líderes não são respeitados por evitarem o desconforto. São respeitados porque as pessoas sabem exatamente com o que podem contar. Conseguem ser calorosos sem serem frágeis, directos sem serem cruéis e exigentes sem transformarem cada correção numa ofensa pessoal.

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A aprovação pode tornar a liderança mais fácil por algum tempo. A confiança vem de algo mais difícil: fazer o que o papel exige, mesmo quando ser ser querido tem de ficar em segundo plano.

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